Flipped Classroom em 5 (fáceis) passos

janeiro 19, 2016 § Deixe um comentário

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Muita gente tem experimentado uma mudança que, penso eu, em alguns poucos anos será inevitável para boa parte do mundo: integrar tecnologia com a metodologia de ensino tradicional. Um método tem se destacado neste esforço, o chamado flipped classroom – em uma tradução aproximada, “sala de aula invertida” (AQUI o que já escrevi sobre o tema) – por ajudar a tornar as “aulas” e o “ambiente” em sala mais pessoal e por facilitar a retenção do conhecimento passado.

Antes de abordar as dicas para ajudar quem se interessar em implementar, creio que vale uma pequena introdução ao tema. Em uma sala de aula tradicional, o professor é o foco principal da aula e o aluno o olha como o detentor do conhecimento. Esses alunos também são estimulados a utilizar apostilas e praticar seus exercícios fora da aula, em seus deveres de casa.

Uma “sala de aula invertida” é uma forma de blended learning, onde os aprendizes recebem o conteúdo online por meio de vídeos ou palestras, geralmente em casa, e o “dever de casa” é feito em sala de aula, com a orientação e apoio do professor, que promove discussões e resoluções conjuntas de atividades. A interação professor-aluno tende a ser mais pessoal, com a orientação substituindo o repasse de conteúdo.

Segundo dados da organização Flipped Learning Network, destinada a divulgar a prática, 9 em 10 professores que “inverteram” suas aulas notaram uma mudança positiva no comprometimento de seus alunos com o aprendizado. Outro dado que chama a atenção é o número de professores que experimentaram o método nos EUA. Em 2012, 48% deles “inverteram” ao menos 1 aula, em 2014 o número havia subido para 78% (ainda não foram divulgados dados de 2015, mas a tendência era de alta pelo quarto ano consecutivo).

Existem diversas formas de se promover uma flipped classroom (é possível encontrar na própria organização citada, Flipped Learning Network, uma série de orientações). Minha intenção é dar 5 passos (ou dicas) para facilitar o “pontapé inicial”.

Passo 1: Grave um vídeo

Uma das formas mais usuais de “inverter” uma aula é gravá-la (ou gravar um vídeo específico sobre determinado assunto). Para experimentar, utilize alguma ferramenta online de gravação. Para ajudá-los aí vão 12 ferramentas que podem auxiliar na gravação e 5 melhores práticas a serem seguidas.

Passo 2: Compartilhe com os aprendizes

Após criar seu vídeo, o compartilhe online – usando o YouTube, por exemplo – ou uma LMS, como a Digital Chalk – para que os aprendizes possam assisti-lo fora do horário de aula (esse ponto é importante, do contrário não há “inversão”). Avise-os para que se preparem para debater o assunto e participarem dos exercícios em sala.

Passo 3: Encoraje a preparação pessoal e a participação em sala

Deixe claras as expectativas e o objetivo dos vídeos a serem assistidos em casa. Muitos professores distribuem ementas de aulas e um calendário de atividades. Alguns encorajam a preparação de seus aprendizes por meio de quizz ou lista de perguntas a serem respondidas.

Passo 4: Promova atividades em sala

Uma vez “liberado” o tempo de repasse de conteúdo, este deve ser “preenchido” por atividades em sala. É muito importante utilizar o horário de aula para feedback imediato e resposta a dúvidas encontradas. Também é válido facilitar e encorajar debates entre os aprendizes para estimular a colaboração e, de quebra, o aprendizado.

Ferramentas de discussão online podem auxiliar na preparação e para levantar pontos a serem esmiuçados em sala. Para ajudá-los, algumas dicas para promover o engajamento via fórum online.

Passo 5: Repita os passos anteriores

Em uma sala de aula completamente “invertida”, todo o repasse de conteúdo acontece fora dela. Isto significa ter todas os assuntos gravados, arquivados online e prontos para serem usados. Lembre-se de ter todas as suas atividades de sala planejadas de antemão – da mesma forma que faria em um modelo de aula tradicional.

Antes de fechar, vale tocar em um ponto adicional. É possível que ao aprofundar sua pesquisa a respeito do tema, você encontre o termo flipped learning. Apesar de usarem termos similares (flipped), inverter a sala de aula e o aprendizado são “coisas” diferentes. É possível implementar o método de flipped classroom dentro da filosofia tradicional de ensino, é apenas uma questão de inverter a estrutura – o “dever de casa” é feito em sala e o conteúdo é repassado em casa. Flipped learning envolve uma mudança de filosofia e impacta diretamente o ambiente de aprendizado, a cultura de aprendizado, o conteúdo e o profissional de educação envolvido – tanto que o termo F-L-I-P virou um acrônimo dos 4 pilares de sustentação do modelo, na ordem: Flexible Enviroment (ambiente flexível); Learning Culture (cultura de aprendizado); Intentional Content (conteúdo específico); Professional Educator (profissional educador).

Conclusão: uma coisa não é outra. Flipped classroom pode levar (mas não necessariamente) ao flipped learning. Para tal, é preciso incorporar os tais 4 pilares (sugiro a leitura deste material aos interessados) à crença pessoal do professor.

Pessoalmente, acredito que algo novo – até pela própria incipiência inicial – deva ser experimentado aos poucos, em projetos pilotos, para que cada um possa visualizar por conta própria a validade (ou não) do proposto. Minha sugestão é que os interessados foquem em “inverter” a sala de aula antes de “alçar” voos mais altos.

 

Infográficos Flipped Classroom e Project-Based Learning

junho 11, 2015 § 1 comentário

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Acredito no poder do compartilhamento, inclusive esse foi o conceito que me motivou a lançar alguns anos atrás esse espaço. Como mais uma forma de partilhar o que tenho aprendido, resolvi “abrir” uma nova página no site para disponibilizar materiais originais, frutos dos meus estudos. É a seção “Publicações” que pode ser acessada pelo menu aí do lado esquerdo.

A primeira “publicação” disponibilizada é um kit de infográficos com 2 modelos educacionais que têm chamado muito a minha atenção: Flipped Classroom e Project-Based Learning. O primeiro, estimula o desenvolvimento do pensamento crítico (que é entender o mundo à volta e a sua relação com ele) e o segundo, o pensamento reflexivo (criar algo novo a partir do seu conhecimento). Os infográficos trazem o passo a passo para implementar tanto um quanto o outro.

Como o que é de graça nem sempre é valorizado, na “minha mão” sai pelo módico preço de… 1 compartilhamento. Pode ser via Twitter, um post no Facebook ou um post no LinkedIn, você escolhe a melhor forma. Aqui devo um agradecimento especial ao meu amigo Illan Sztejnman pela ideia.

Você pode baixar pela seção ou neste post, ambos clicando no botão abaixo. Ah, quem puder, me dê um feedback do material (na seção “O Escritório” tem um formulário de contato).

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Flipped Classrooms

março 15, 2015 § Deixe um comentário

“Flipped classrooms” é um conceito desenvolvido pela organização Edudemic, para ajudar a melhorar a dinâmica das ações educacionais. Vale conferir:

http://www.edudemic.com/guides/flipped-classrooms-guide/

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Flipped II

março 16, 2015 § Deixe um comentário

O modelo se baseia na troca de prioridades em relação ao que se faz em sala de aula. Ao invés de usar o tempo para “passar” a matéria, ele é usado para atividades colaborativas, enquanto o conteúdo é passado por meio de videos online, que o aluno assiste fora do horário de aula.

A vantagem está em possibilitar um tempo bem maior para a aplicação prática do conteúdo (lembre-se do post a respeito dos pontos que motivam um estudante). Pesquisas mostraram que com o modelo, se reduziu o número de reprovações em inglês (de 50% para 19%), matemática (de 44% para 13%) e casos disciplinares (de 736/semestre para 249/semestre) em um colégio piloto em Detroit.

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Edtech – Blended Learning

outubro 22, 2015 § Deixe um comentário

A abordagem para solução de “problemas” tem um apelo maior para os aprendizes do que o repasse conceitual. Este é um fato, apesar das 2 abordagens terem sua importância. O conceito tem o objetivo de fornecer um entendimento crítico a respeito de determinado tema e a implementação, de trabalhar o modo de aplicação de um determinado conceito ou propriedade intelectual. O ideal é “juntar” as duas. Esta é a base de um conceito intitulado blended learning (algo como aprendizado misturado).

Como fazemos com outros conceitos “importados” (como por exemplo, o de startup), o termo blended learning ficou restrito no Brasil à mistura presencial (sala de aula) e não-presencial (ensino a distância), mas vai bem além disto. Ele acontece sempre que se utiliza mais de um “modelo” educacional para estimular a aprendizagem.

Kavita Gupta é uma professora de química da região de São Francisco, Califórnia. Ela iniciou em 2011 uma bem-sucedida abordagem “blended”, utilizando o método de instrução direta (também chamado de “tradicional”) associado com o conceito conhecido como “flipped classroom” (abordado em posts anteriores) – que a grosso modo significa inverter a lógica da sala de aula, fazendo o “dever de casa” em sala e o repasse do conteúdo em “casa” – e com ferramentas online para suporte como podcasts gravados por ela e uma comunidade de suporte via Facebook.

Kavita viu o número de alunos matriculados para suas aulas subir 67% (de 140 para 235) e o AP scores deles (é um resultado consolidado em exame, similar ao nosso ENEM, que permite o ingresso em universidades) subir em média 12%. São números robustos, sem dúvida. Ela sintetiza a sua experiência com blended learning da seguinte maneira:

  • O modelo “liberou” tempo em sala para se aprofundar o entendimento da matéria e focar realmente na resolução de “problemas”.
  • Os estudantes se engajaram ativamente no aprendizado, trabalhando em conjunto em experiências químicas ou em avaliações por meio de tarefas.
  • O aprendizado foi individualizado e “estendido” para além do ambiente formal com a utilização do Facebook, podcasts e sites na internet.

Kavita Gupta concluiu que o modelo blended efetivamente aumentou o engajamento, melhorou o aproveitamento do tempo formal e, “de quebra”, estendeu o tempo dispendido pelos alunos em atividades de aprendizado.

Como integrar tecnologia à educação?

agosto 11, 2015 § 3 Comentários

Esta é uma pergunta que tenho ouvido muito em conversas e debates sobre o tema que tenho participado. Alguns acreditam que a tecnologia possa ter um papel mais importante, outros nem tanto, mas a maioria concorda que vale a pena olhar com um pouco mais de atenção o assunto.

O que respondo com frequência é o que costumo reforçar quando sou questionado a respeito da implementação de algum novo modelo educacional, como por exemplo aprendizado baseado em projetos (project-based learning) ou classe de aula invertida (flipped classroom): modelos educacionais são propostos como opções e não tanto como alternativas. Não se deve basear um projeto educacional (ou um sistema educacional) em apenas um modelo, eles funcionam melhor em associação. Aprendizado baseado em projetos pode e deve ser usado em conjunto com o modelo tradicional (ou construtivista, aristotélico, etc). O mesmo ocorre com a tecnologia.

Alguns exemplos do uso de tablets em aulas mostram que o equipamento funciona melhor como ferramenta de trabalho. O caso da escola suíça Zurich International School, que distribuiu Ipads aos seus alunos mostra que o importante não é o conteúdo que os aprendizes colocam no tablet e sim o que fazem com o equipamento. É usado como filmadora, gravador e “caderno de anotação” multimídia.

Em uma escola do subúrbio da cidade de Washington, a Buck Lodge Middle School, os estudantes usam tablets para gravar vídeos, criar apresentações e usar aplicativos educacionais como parte de suas atividades, com bons resultados. As escolas da região que utilizam a ferramenta tiveram um rendimento 175% melhor em matemática do as que não utilizam e um aumento de 35% no número de estudantes que atingiram o nível avançado de leitura.

Para entender como um tablet pode auxiliar um ambiente educacional, um pesquisador da Universidade de Adelaide na Austrália, Allan Carrington, desenvolveu a “Roda (i)Padgógica” (perceberam o trocadilho? Incluí o “i” para facilitar), utilizando a Taxonomia de Bloom, o modelo SAMR (já publiquei um post sobre ele) e uma lista de aplicativos educacionais.

O ponto principal da Roda (a imagem abaixo) é a definição de critérios para os aplicativos.

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Uns funcionam melhor para estimular o entendimento a respeito de algo, outros para a lembrança, um outro grupo para aplicar o que foi aprendido, um quarto para estimular a análise, outro para a avaliação e um último para a criação de algo utilizando o conhecimento aprendido. Definir estes critérios e associar os aplicativos apropriados é essencial para que o tablet realmente possa cumprir o seu papel de ferramenta. Não adianta oferecê-lo apenas como repositório de apostila ou como ferramenta livre. Acabará sendo usado da forma como a maioria está acostumada a utilizá-lo, como entretenimento.  Por enquanto a “Roda (i)Padgógica” está disponível apenas em inglês. Pretendo trabalhar uma versão dela em nosso idioma assim que tiver disponibilidade para tal. De qualquer forma, disponibilizo o link para quem quiser acessar ao pdf original com as indicações dos critérios e aplicativos associados até o momento.

É inevitável que a tecnologia assuma cada vez mais um papel, ouso dizer, predominante no dia a dia de uma sociedade realmente integrada ao século XXI. É inevitável porque facilita a vida de quem a utiliza. Brigar contra inovações como Uber, por exemplo, é o mesmo que combater monstros imaginários na forma de moinhos como fazia o Don Quixote na obra mágica de Cervantes. Lembro da minha mãe dizendo há uns 30 anos que todos da família tínhamos que aprender a “mexer no computador” para não sermos “analfabetos digitais”. É claro que usar ou não a tecnologia em um ambiente educacional não é uma decisão com resultados tão dramáticos quanto às palavras da minha mãe, mas certamente quem tiver a oportunidade irá se beneficiar bem mais do que quem não tiver.

Publicações

junho 9, 2015 § 5 Comentários

compartilhar

O objetivo dessa página é ser um local de distribuição de conhecimento. Aqui disponibilizo materiais originais, desenvolvidos com muito zelo para partilhar o que sei. Fique a vontade para acessar e (principalmente) compartilhar.

ARTIGOS CIENTÍFICOS:

9. Marcelo Tibau, Sean Wolfgand Matsui Siqueira, and Bernardo Pereira Nunes. 2020. Semantic Data Structures for Knowledge Generation in Open World Information System. In XVI Brazilian Symposium on Information Systems (SBSI’20), November 3–6, 2020, São Bernardo do Campo, Brazil. ACM, New York, NY, USA 7 Pages. https://doi.org/10.1145/3411564.3411611

Abstract: As the amount of information grows exponentially online, Information Systems role in support knowledge flows encouraged by linked data increases as a driver to innovation, culture, business practices and people behavior. Web search engines are particularly affected by the open world challenges, notably as part of the growing digital ecosystems of networks and platforms of technology, media, and telecommunications (TMT) companies delivering personalized and customized services (e.g. Amazon in retailing, Uber in ride service hailing, food delivery, and bicycle-sharing system, and Airbnb in lodging). To recognize search intent drawn from user’s behavior allows to provide personalized search results. The work presented in this paper has the purpose of exploring methods to represent semantic relationships between concepts indexed by Web search engines in order to aid them recognize search intent and display results that meet the search intent. The performance of two different types of data structures based on entity-centric indexing was compared. The data structures were: a knowledge base that used an entity-centric mapping of Wikipedia categories and the KBpedia Knowledge Graph. Through analysis of entity ranking and linking, we detected that the Knowledge Graph could identify approximately three times more properties and relationships, which increases Web search engines capability to “understand” what is being asked.

8.Teixeira C.P., Tibau M., Siqueira S.W.M., Nunes B.P. (2020) Reordering Search Results to Support Learning. In: Popescu E., Hao T., Hsu TC., Xie H., Temperini M., Chen W. (eds) Emerging Technologies for Education. SETE 2019. Lecture Notes in Computer Science, vol 11984. Springer, Cham.

Abstract: Although many learning activities involve search engines, their ranking criteria are focused on providing factual rather than procedural information. In the context of Searching as Learning, providing factual information may not be the best approach. In this paper, we discuss the relevance criteria according to traditional learning theories to support search engine results reordering based on content suitability to learning purposes. We proceeded on the investigation by selecting some self-proclaimed search literacy experts to answer thoroughly questions about their views on the reordered results. We take into account that literacy expert’s judgment may reveal issues regarded to technical side on learning supported by search tools. Experienced users claimed a preference for reliable sources and direct answers to what they are looking for, as they have exploratory skills to overcome information incompleteness.

DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-030-38778-5_39

7. TIBAU, Marcelo; SIQUEIRA, Sean; NUNES, Bernardo Pereira. A comparison between Entity-Centric Knowledge Base and Knowledge Graph to Represent Semantic Relationships for Searching as Learning Situations. Anais dos Workshops do Congresso Brasileiro de Informática na Educação, [S.l.], p. 823, nov. 2019. ISSN 2316-8889. Disponível em: <https://br-ie.org/pub/index.php/wcbie/article/view/9032>.doi: http://dx.doi.org/10.5753/cbie.wcbie.2019.823.

Abstract: Searching the web with learning intent, known as Searching as Learning (SaL), consists on learners to use Web search engines as a technology to drive their learning process. However, it may be difficult to users to find out relevant information online due to an inability to accurately specify their information need, a situation known as Anomalous State of Knowledge (ASK). To minimize the ASK situation, the continuous flow of data gathering and interaction between user and the search results could be used by search engines to tailor learning-intent search experience. It requires Web search engines to identify such intent and they may use linked data, Knowledge Bases and Graph Databases in order to recognize the meaning of query terms and keywords and use them to predict learning intent. In order to explore the possibility of semantic data structures to represent knowledge that could aid a learning-driven Web search engine to recognize learning intention from user’s queries, the present paper compared the performance of two different types of data structures based on entity-centric indexing to identify properties and semantic relationships. One was a knowledge base that used a entity-centric mapping of Wikipedia categories and the other was the KBpedia Knowledge Graph. The entity ranking and linking of both were analyzed and we discovered that the knowledge graph could identify about three times more properties and relationships.

6. PINELLI, Cleber; TIBAU, Marcelo; SIQUEIRA, Sean. Google, se reordene e me ajude a aprender: Critérios de relevância para reordenar resultados de busca como um processo de aprendizagem. Brazilian Symposium on Computers in Education (Simpósio Brasileiro de Informática na Educação – SBIE), [S.l.], p. 576, nov. 2019. ISSN 2316-6533. Disponível em: <https://br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/view/8762>. doi: http://dx.doi.org/10.5753/cbie.sbie.2019.576.

Abstract: As ferramentas de busca podem auxiliar as pessoas na condução de tarefas de aprendizagem informal, contudo os critérios usados para o ranqueamento de seus resultados estão voltados a prover respostas factuais e pouco processuais. Neste contexto, este artigo apresenta critérios de relevância, baseados em teorias de aprendizagem, para apoiar uma reordenação dos resultados da busca quando há intenção de aprendizado. Para avaliar a aplicabilidade da proposta, foi utilizado um questionário contendo um comparativo entre exemplos de páginas de resultado de busca da Google e sua versão modificada. A pesquisa evidenciou que o resultado reordenado foi melhor aceito, sobretudo por aqueles que possuem maior habilidade de busca. Isto pode ser um indicativo de que reorganizar o resultado de buscas com base em teorias de aprendizagem pode apoiar a aprendizagem informal.

5. M. Tibau, S. W. M. Siqueira, B. Pereira Nunes, T. Nurmikko-Fuller and R. F. Manrique, “Using Query Reformulation to Compare Learning Behaviors in Web Search Engines,” 2019 IEEE 19th International Conference on Advanced Learning Technologies (ICALT), Maceió, Brazil, 2019, pp. 219-223.
doi: 10.1109/ICALT.2019.00054
keywords: {query reformulation;query states;searching as learning;Web search engine;exploratory search;knowledge-intensive process},
URL: http://ieeexplore.ieee.org/stamp/stamp.jsp?tp=&arnumber=8820932&isnumber=8820810

Abstract: Web search engines have gained importance as tools capable of connecting informal and self-learning with formal learning by aiding individuals in retrieving relevant information through the formulation and modification of their queries. Understand the differences between query states and their transitions becomes increasingly important, as doing so makes the optimization of search engines’ results according to educational uses and needs possible. This paper introduces the ESKiP Taxonomy of Query States, a classification framework validated in an experiment involving two different query log datasets. It enables the comparison between the behaviors of users in search for knowledge (learners) and users performing transactional or factual searches in Web search engines.

4. Marcelo Tibau, Sean W. M. Siqueira, Fernanda Baião and Bernardo Pereira Nunes. 2018. Exploratory Search as a Knowledge-intensive Process. Euro American Conference on Telematics and Information Systems (EATIS ’18), November 12–15, 2018, Fortaleza, Brazil, 8 pages.

Abstract: This paper presents an exploratory search model capable of assisting the visualization of search patterns and clarifying best practices associated to users’ decision-making process, with implications in areas related to information retrieval, human-computer interaction, Web searching and educational technology. The Exploratory Search Knowledge-Intensive Process model considers tasks and search activities as part of a chain of actions that help clarify the reasons why a subject is searched. It also supports the visualization on how the information retrieved is used to define decision criteria about which data is worth extracting, to draw inferences, and to create a shortcut to understanding.

DOI: https://doi.org/10.1145/3293614.3293618

3. ALMEIDA, R. S. ; SIQUEIRA, S.W.M. ; TIBAU, M., QUEIROZ, J.. A Correlation Index Between Two Different Text and Web Resource Classification Systems. In: 9th Euro-American Conference on Telematics and Information Systems (EATIS 2018), 2018, Fortaleza. PProceedings of the Euro American Conference on Telematics and Information Systems. Article No. 43

Abstract: Classifying content on the Web has been a common subject of research, since the amount of available data on the Web, especially in text format, grows every day. In this paper it is proposed a correlation index to measure how close a classification system based on Wikipedia categorization is of a service provided by Watson IBM that has the same purpose: text and resourceclassification on the Web.

DOI: 10.1145/3293614.3293652

2. Tibau, M. ; Siqueira, S.W.M. ; Nunes, B. P. ; Bortoluzzi, M. ; Marenzi, I. ; Kemkes, P. . Investigating users’ decision-making process while searching online and their shortcuts towards understanding. In: 17th International Conference on Web-based Learning, 2018, ChiangMai. Advances in Web-Based Learning (ICWL 2018), 17th International Conference, 2018.

Abstract: This paper presents how we apply Exploratory Search KiP model, a model capable of assisting the visualization of search patterns and identifying best practices associated to users’ decision-making processes, to log analysis and how it helps understand the process and decisions taken while carrying out a search. This study aims to model searches performed through web search tools and educational resources portals, to enable a conceptual framework to support and improve the processes of learning through searches. Applying the model to log analysis, we are able: (1) to see how the information retrieved is used to define decision criteria about which data are worth extracting; (2) to draw inferences and shortcuts to support understanding; (3) to observe how the search intention is modified during search activities; and, (4) to analyze how the purpose that drives the search turned into real actions.

DOI: doi.org/10.1007/978-3-319-96565-9_6

1. Tibau, M., Siqueira, S.W.M., Nunes, B.P., Marenzi, I., Bortoluzzi, M.: Modeling exploratory search as a knowledge-intensive process. In: 2018 Proceedings of the 18th IEEE International Conference on Advanced Learning Technologies (ICALT 2018), Mumbai. IEEE, New York (2018).

Abstract: Searching as Learning and Information Seeking require exploratory search to be modeled for supporting learning. The present paper introduces a model of exploratory search that was applied on web searching in language teacher education, which promoted its evolution and validation, and enabled a visualization of search pattern and learning process. This model was able to help clarify best practices associated to users’ decision-making process regarding suitable and not suitable information and to capture the relevance of context variables, personal skills and expertise that users utilize as filters for the search.

DOI: 10.1109/ICALT.2018.00015

MASTER THESIS: Understanding web search patterns through exploratory search as a knowledge-intensive Process. [PDF]. MTV Dias – 2019 – repositorio-bc.unirio.br

Abstract: As data grows exponentially and the Web encompasses most part of the knowledge Human Beings create the seeking for intelligent information systems capable of going beyond keyword searches increases …

Resumo: À medida em que os dados na Web crescem exponencialmente e abrangem a maior parte do conhecimento produzido pela humanidade, a busca por sistemas de informação inteligentes capazes de irem além das buscas por palavras-chave aumenta …

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LIVRO: Conexão do Conhecimento – Conectar para gerar ideias, inovações e aprendizado

Por: R$ 40,43   (ebook: R$ 20,21)
ISBN: 978- 85-7773-840-3   ISBN (ebook): 644-00-0000-002-4
Formato: 14×21
N° de páginas: 156

Estamos em uma nova era da história da humanidade, saímos da Idade Contemporânea e entramos na Idade do Conhecimento. Ela se define por um fato muito simples, é cada vez mais fácil gerar algum tipo de conhecimento e distribuí-lo. Portanto, as pessoas, empresas e países que irão se destacar, serão aquelas que criarem consistentemente propriedade intelectual, conhecimento aplicável. Ao contrário do que se possa imaginar, o que vai crescer não é o conceito do Gerenciamento de Conhecimento e sim o da Conexão do Conhecimento, mesmo porque conhecimento não se gerencia, se difunde. O fato é que uma pessoa só vai compartilhar a sua experiência, que é o que a faz importante individualmente, se achar que vai contribuir e muito para a sua vida. E outra pessoa só vai querer aprender o conhecimento compartilhado por alguém, se este for relevante pra ela. Isso é Conexão e é sobre ela que se trata este livro.

Para comprar, clique no logo da editora (impresso) ou no logo do site Kobo (ebook):

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IMAGENS E ESQUEMAS: Conexão do Conhecimento 

Imagens e esquemas constantes no livro Conexão do Conhecimento – Conectar para gerar ideias, inovações e aprendizado em um arquivo pdf. O download do arquivo é gratuito, para tal basta clicar no ícone abaixo.

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REPORT #1: 

A Era da Inovação 

Análise do estudo de Robert J. Gordon a respeito do constante fluxo de inovação que revolucionou o modo de vida do mundo entre 1870 e 1970. O download do arquivo é gratuito, para tal basta clicar no ícone abaixo.

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INFOGRÁFICO N° 2: 

Learning Analytics

Infográfico com o processo do modelo Learning Analytics. Disponibilizado originalmente por OpenColleges e adaptado para o português por tibau.org. O download do arquivo é gratuito, para tal basta clicar no ícone abaixo.

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INFOGRÁFICO N° 1: 

Flipped Classroom / Project-Based Learning 

kit de infográficos com 2 modelos educacionais: Flipped ClassroomProject-Based Learning. O primeiro, estimula o desenvolvimento do pensamento crítico (que é entender o mundo à volta e a sua relação com ele) e o segundo, o pensamento reflexivo (criar algo novo a partir do seu conhecimento). Os infográficos trazem o passo a passo de implementação dos 2 modelos.

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Vídeos Online

abril 13, 2015 § Deixe um comentário

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Não é segredo que cada vez mais pessoas postam vídeos online e com uma qualidade quase que profissional. Gravação de conteúdo em “aulas” online tem sido um dos pontos-chave de modelos educacionais como o flipped classroom e new classroom, ao tirar o repasse de conteúdo do presencial e focar no repasse não presencial para abrir mais espaço para a aplicação prática.

Saber como “produzir” vídeos online, nesse contexto, se torna uma habilidade altamente recomendável para quem quer implementar novos modelos. Jack Askew é uma das pessoas com essa habilidade, que topa ensinar quem quer se enveredar pelo mesmo caminho. Aí vão algumas recomendações dele a respeito de ferramentas e equipamentos que auxiliam no desenvolvolvimento de vídeos online: http://www.teachingeslonline.com/equipment-tools-video/

Nova sala de aula

março 18, 2015 § Deixe um comentário

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O “New Classrooms” é uma organização com princípios parecidos aos do “Flipped Classrooms”. Ambos dão um enorme valor à interação um a um entre professor e aluno. É a melhor forma de um conhecer o outro e do professor perceber a melhor maneira de estimular o aprendizado. Cada aluno tem sua própria “playlist” (é como chamam o plano de aula individualizado) e trabalha orientado pelo professor. Novamente, como no Flipped Classrooms, o tempo de aula é usado para a prática de trabalhos.

Vale a pena assistir aos vídeos explicativos do conceito:

http://www.newclassrooms.org/reimagine.html

É importante salientar que esse método não é novo. Foi pensado e colocado em prática há mais de 100 anos pelo John Dewey, que teve uma vida profissional muito ativa, que vai dos anos de 1870 até os anos 1950 (trabalhou até o final da vida, aos 92 anos). Para quem quiser reconhecer a sua influência, é a força conceitual por detrás do método de palestras e workshops, usados até hoje em educação corporativa.

O que a Finlândia tem?

junho 25, 2015 § Deixe um comentário

Foi com muita alegria que li a reportagem publicada nessa semana pela revista Veja a respeito da revolução educacional promovida pela Finlândia. O artigo aborda alguns temas que discuti neste espaço nos últimos meses, em especial coding (como exemplo de integração de disciplinas), project-based learning e empoderamento de alunos e professores (não por acaso temas dos 3 posts da série a respeito da conferência Education on Air). O segundo, tema também do infográfico que disponibilizei a respeito do passo a passo de implementação de uma ação de project-based learning).

Nunca é pouco repetir que para nos integrarmos de verdade ao século XXI, será necessário mudarmos nossa percepção a respeito do que é educação e como investir nela. Mais do que nunca, devemos privilegiar modelos educacionais que estimulem as pessoas a aprenderem a aprender e não os focados em disciplinas e no seu repasse. Aqui, vale o conceito de antidisciplina do Mitchel Resnick (“antidisciplinary” no original) em que nenhum conhecimento é rotulado e empacotado, você estuda o que precisa estudar, não importa a sua especialização.

Também não é pouco repetir que para “criar” propriedade intelectual, é preciso dar “valor” ao conhecimento (no sentido de reconhecimento, importância e consideração que o substantivo tem) e àqueles que possibilitam o seu compartilhamento. Desnecessário dizer que recomendo (e muito) a leitura do artigo (quem quiser, pode acessá-lo AQUI).

Aproveito ainda para deixar meu agradecimento pelas 3.517 visualizações dos 1.541 visitantes do site nos últimos meses (estatísticas do dia 24/06).

Resultados da pesquisa

No momento, você está visualizando os resultados da busca por flipped classroom.