Para os estudantes de inglês (e outros idiomas)

março 25, 2015 § Deixe um comentário

Compartilhado originalmente pela TLTalk (http://www.tltalk.com), que é uma plataforma colaborativa de idiomas em que o usuário se conecta a “nativos” do idioma que quiser e pratica a língua por meio de uma rede social. Para quem gosta, estão precisando de falantes do português para se emparceirar com praticantes do idioma.

7 modos de chamar a atenção

março 4, 2015 § Deixe um comentário

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Bom artigo publicado na HBR, chamo a atenção para o modo nomeado pelo autor de “framing” (na minha tradução livre, algo com o sentido de enquadramento). É um conceito interessante, que foi explorado de maneira similar pelo Eduardo Giannetti no livro “O mercado das crenças”, que diz que as pessoas não são convencidas por um bom argumento ou ideia e sim por ideias e argumentos que já façam parte do seu modelo mental, ou seja, aceitam o que já estão pré-dispostas a aceitar. No caso do conceito “framing”, a lógica é “bater na tecla” até que a pessoa se “acostume” com aquele argumento.

https://hbr.org/2015/03/7-ways-to-capture-someones-attention

Como vemos cores

março 2, 2015 § Deixe um comentário

No final da semana passada um vestido causou comoção na internet, alguns o viam de uma cor e outros de cor diferente. O mesmo acontece com a camisa abaixo.

As cores da Universidade da Pennsylvania são oficialmente vermelho e azul, mas alguns vêm a camisa laranja e preto. A universidade divulgou um vídeo com David Brainard, psicólogo e pesquisador de cores da escola de artes e ciências de lá. Está em inglês, mas é muito interessante, basicamente Brainard diz que a percepção das cores está ligada ao modo como percebemos as cores branca e preta e à capacidade em manter uma percepção estável do objeto em diferentes condições de luminosidade.

https://www.youtube.com/watch?v=Y_2spb2ghE4&feature=youtu.be

Desafio incentiva presença de meninas na programação

fevereiro 23, 2015 § Deixe um comentário

Foto-editada  Um cara que admiro muito, Mitt Resnick do MIT MediaLab, sugere que programação seja matéria de colégio. Quem sabe esse dia não está próximo?

http://porvir.org/porfazer/desafio-incentiva-presenca-de-meninas-na-programacao/20150218

O Rock e as Revoluções Culturais Massificadas

setembro 23, 2013 § Deixe um comentário

Essas semanas de Rock in Rio me trouxeram um pensamento recorrente, tal qual aquelas idéias fixas que colam na mente e não se dissipam facilmente. A tal idéia fixa girava em torno da minha percepção de que desde os anos 90 não se tem um grande movimento cultural capitaneado pelo rock, no máximo releituras, geralmente pálidas se comparadas com os originais.

Indo atrás do motivo, caí invariavelmente na grande “patrocinadora” das “revoluções culturais” da época de ouro do Rock and Roll, a indústria fonográfica. Como todos sabemos, a internet reduziu o faturamento da indústria da música a níveis assustadoramente baixos, que levam muitos a decretarem a sua quase falência. O efeito colateral é o desvio do foco da procura do talento (que mantinha a “roda” da indústria funcionando) para o foco da sobrevivência. Para entender o motivo disso, é preciso analisar sociologicamente a história do rock e do seu uso pela indústria fonográfica.

Desde mais ou menos a metade da década de 1950, quando Elvis Presley e os primeiro roqueiros apareceram, a indústria do “disco” abraçou o movimento e ajudou a popularizá-lo baseado em disseminação audiovisual, no início pela dupla rádio-cinema e depois pela consagração do videoclipe. Para fazer a “conta” fechar, tinham que ir atrás dos talentos musicais do gênero e investir em suas carreira, obviamente com várias bolas foras nessa seara porque a procura de talento é meio que baseada em percepção e aposta. Mas o fato é que quando encontrado, o talento se pagava e pagava as apostas mal feitas. Não é por acaso que o rock se reinventava a cada 5 anos em média. Do auge do Elvis em 1957 para o primeiro disco dos Beatles em 1962 se passaram só 5 anos e musicalmente a diferença parecia de décadas. O mesmo se repetiu dos Beatles para o Jimmy Hendrix e The Doors em 1967, deles para o rock pesado do Led Zepellin e o de protesto do Bruce Springsteen em 1972 ou dos últimos para o punk de 1977. Você pode ir adicionando 5 anos de cada vez até chegar ao grunge em 1991 e perceber que o padrão se repetiu com o new age, com o heavy metal e com o pop-rock. O que juntava tudo isso, era a indústria fonográfica, que ajudava a criar e massificar essas revoluções culturais.

Na década de 90 (a última considerada relevante) aconteceu a popularização da internet. O impacto da internet na indústria fonográfica foi em relação à dinâmica da massificação que mantinha o dinheiro entrando. A partir do momento em que a internet individualizou as experiências culturais e logo em seguida estimulou o compartilhamento dessa individualização, os movimentos culturais de massa morreram e com ele a renovação do Rock and Roll.

Em termos musicais, hoje basta vontade e não necessariamente talento. Em tese, qualquer um que aprenda os 3 acordes básicos do rock, grave um video e compartilhe nas redes sociais, vai ganhar as sua 50 curtidas dos amigos. Alguns podem até ascender um pouco mais e iniciar uma carreira baseada em performance ao vivo, mas não vão mais repetir o tipo de alcance que os Beatles ou Rolling Stones tiveram, por exemplo. De agora em diante, os artistas relevantes do rock continuarão a serem os mesmos. São eles que continuarão a encher os estádios e festivais até morrerem. Quando isto acontecer, o rock provavelmente vai tomar o mesmo rumo da música clássica e da ópera e continuar a ser apreciado como prova da criatividade humana, mas com pouca renovação, a não ser pelas releituras de praxe.

Este é o preço a se pagar pela “morte” de uma indústria baseada em cultura. Para quem reclama de que só existe porcaria hoje tocando nas rádios, lembre-se que é a indústria fonográfica tentando tirar a cabeça de fora da água e focando ainda no público que não entrou na revolução de compartilhamento individual. Quem sabe os funks e sertanejos da vida não ajudem um dia a trazer o nosso bom e velho Rock and Roll de volta? Torço para que os sistemas de aluguel de streaming ou download legal de música deem certo. Só assim poderemos manter entrando o dinheiro necessário para a retomada da busca do talento pela indústria fonográfica.

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