Para aprender mais rápido, não se concentre tanto
junho 23, 2015 § Deixe um comentário

Por que alguns desenvolvem habilidades rapidamente, enquanto outros precisam de um tempo extra para praticar? Essa foi a pergunta que Scott Grafton, pesquisador da UCSB (Universidade da Califórnia em Santa Bárbara) se fez. Para descobrir a resposta, desenvolveu um jogo online para medir as conexões entre as diferentes regiões do cérebro enquanto os participantes o tentavam aprender (quem quiser pode conhecer mais sobre o estudo AQUI).
Mapeando as atividades de 112 regiões do cérebro, perceberam uma grande concentração de conexões durante as primeiras tentativas, que diminuíam à medida que o experimento avançava, tornando as regiões mais independentes. Por exemplo, a parte do cérebro que controla o movimento dos dedos e a parte que processa estímulos visuais não interagiam mais ao final da análise. Segundo Grafton, essa tendência já era esperada, pois já conheciam como se desenvolvia o processo de aprendizagem neurologicamente, o que o surpreendeu foi detectar que o maior volume de atividade neural veio dos que aprendiam mais devagar, sugerindo que estes “pensavam demais” (no original, “overthinking”) a tarefa.
A explicação vem do “modus operandi” do cérebro. Quando começamos a aprender algo novo, o cérebro começa a testar inúmeras ferramentas cognitivas para tentar entender e reproduzir o novo conhecimento, com a prática e evolução do aprendizado, ele diminui o uso, focando naquelas que melhor apoiam aquele aprendizado. O que o estudo mostrou, é que algumas dessas ferramentas cognitivas “atrapalham” o aprofundamento de um aprendizado.
Bom, muito interessante, mas por que isso é importante? Porque significa que para um rápido aprendizado, é menos importante se preocupar “em que focar”, do que “como focar”. Manter o “fluxo de atenção” balanceado facilita a reorganização pelo cérebro do fluxo das suas atividades durante um aprendizado mais do que a estratégia de “atenção redobrada” ou “atenção total” que naturalmente utilizamos para aprender algo novo.
Aplicativos para se perder
maio 26, 2015 § Deixe um comentário

Muito tem se comentado (inclusive eu) da necessidade de se organizar, priorizar, definir indicadores, enfim, escolher um caminho. Tudo isso é muito importante e não deve nunca ser deixado para trás, mas há outro lado que também não podemos nos esquecer: da necessidade de abrir espaço para o acaso, pra o inesperado.
A filosofia oriental é pródiga na defesa (há milênios) do equilíbrio. Lao Tzi, que inspirou a filosofia por detrás de religiões como o Taoismo e o Budismo, além de artes marciais como o Kung Fu e o Tai chi chuan, já “batia na tecla” da necessidade de manter a cabeça nas nuvens e os pés no chão, se beneficiar tanto da razão, quanto da imaginação.
Para quem quiser começar a exercitar a alegria do fortuito, segue o link de um post do blog Da Vinci, um projeto do ISVOR, o braço educacional da FIAT, com uma lista de aplicativos que ajudam a descobrir novos lugares por acaso: Vá se perder por aí.