Entendendo o entendimento

março 6, 2015 § Deixe um comentário

Pesquisas a respeito da cognição indicam que o entendimento não é o precursor para a aplicação, análise, avaliação e criação e sim o resultado.  Douglas Thomas e John Seely Brown, no livro “A New Culture of Learning” enfatizam a ideia, concluindo que o aprendizado não é um único ato direto, tipo causa e efeito, e sim uma compilação de atividades e pensamento associativo. Por isso, entender algo não é pré-requisito para aprender algo e sim parte do processo.

O “problema” que esse “novo entendimento” traz para todos que trabalham de alguma forma com educação é: se o entendimento não é  necessário para a organização hierárquica de objetivos educacionais, como desde a década de 1950 a taxonomia de Bloom sugere, como mostrar a relevância de um conhecimento para quem deve recebê-lo? E se entender a relevância é essencial para estimular a motivação para aprender, dizer o objetivo do aprendizado e os resultados esperados bastam para gerar a confiança a priori?

São questões que vão movimentar o debate nos próximos anos.

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