10 dicas rápidas para um aprendizado efetivo

setembro 24, 2015 § Deixe um comentário

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Confesso que tenho uma “queda” por listas estilo “Top 10”. Talvez por ter sido um adolescente da “geração MTV” ou ter sido influenciado por filmes como “Alta Fidelidade” – aquele em que o ator John Cusack é dono de uma loja de discos e elabora listas de melhores músicas – o fato é que esse tipo de “compilação” estimula minha mente.

Seguindo essa “tradição” bem década de 90, não resisti em fazer minha própria “listinha” com dicas – que possivelmente já abordei em outros posts – sobre como podemos estimular um aprendizado (ou melhor, autoaprendizado) mais efetivo. Perdoem-me possíveis repetições, mas listas estilo “Top 10” são prodígios da recorrência.

  1. Personalize: identifique seu “estilo” pessoal de aprendizagem e o adapte aos seus hábitos diários.
  2. Sistematize: aborde o seu processo de aprendizado de forma sistemática. Aprender está mais para maratona do que para 100 metros rasos, por isso expanda seu conceito a respeito do que é aprendizado e como ele acontece.
  3. Diversifique: não é à toa que essa é a palavra mágica usada por qualquer consultor financeiro. Aprenda de diversas formas, usando diferentes materiais e recursos.
  4. Foque: elimine as possibilidades de distração. Tudo o que possa te desconcentrar ou tirar sua atenção entra nesse tópico. Aqui a qualidade vale tanto quanto a quantidade, lembre-se que meia hora é melhor do que nenhuma hora.
  5. Conecte: tente construir associações que liguem os diversos assuntos estudados. Ajuda a melhorar a retenção.
  6. Organize: gerencie seu processo de aprendizado, a começar pelo seu planejamento. Técnicas e dicas de gerenciamento do tempo também ajudam bastante nessa hora.
  7. Fique confortável: organize seu “espaço de estudo” levando em conta as coisas que te deixam confortável – tanto aquela caneta que você gosta quanto a sua lista de favoritos do browser podem atuar a seu favor nessa hora.
  8. Reflita: procure entender a perspectiva do material didático que você está utilizando, mas nunca (nunca mesmo) deixe de usar a sua própria interpretação como guia.
  9. Simplifique: quanto estiver diante de assuntos difíceis ou tarefas complicadas, divida e vá por partes. Sei que parece óbvio, mas quando não se tem muito tempo disponível o óbvio costuma “ficar pra escanteio”.
  10. Compartilhe: troque ideias com pessoas que estão estudando ou têm o mesmo interesse que você. Não subestime o valor de visões diferentes da sua.

Como diz Bruce Springsteen em uma “participação super-especial” no citado filme: “se prepare para começar de novo, vai te fazer bem”.

Thanks, Boss.

Criando uma “nuvem de palavras”

junho 18, 2015 § Deixe um comentário

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A “nuvem de palavras” – no original word cloud – vem sendo usada há alguns anos para mostrar a força de certas palavras em relação a outras em um determinado texto, discurso, etc. Está se tornando popular também o seu uso educacional e não é difícil ver o porquê. É uma ótima maneira para os estudantes sintetizarem e resumirem informações, chegarem ao cerne de uma questão e visualizarem ideias e conceitos importantes de forma rápida.

Além disto, “nuvens de palavras” utilizam-se de uma característica fundamental dos seres humanos, a afinidade para o visual (são particularmente úteis para os aprendizes visuais). Se estiver interessado em utilizar a ferramenta, é preciso ter em mente que o processo de criação de “nuvens de palavras” é tão importante quanto os seus resultados. Deve ser usada em atividades estimulantes que engajem inclusive aprendizes relutantes. Já que mencionei resultados, vale a penas listar alguns vindos do uso de “nuvens de palavras” no ambiente educacional:

1) Ajuda a melhorar o vocabulário.

2) Podem ser usadas como ferramenta de auto-avaliação, quando os aprendizes estiverem escrevendo seus textos.

3) Podem ser usadas como “estratégias de ativação” – que é estimular o pensamento crítico por meio da associação de um tópico de estudo à um assunto ou conceito relacionado.

4) Podem ser usadas como ferramenta de integração – é particularmente útil para aprendizes tímidos que precisam se apresentar ou a algum tópico.

5) Ajuda no entendimento da importância das avaliações – excelente para apresentar rubricas que mostrem suas expectativas, os critérios de avaliação e a descrição dos níveis de qualidade esperados.

Uma boa dica para quem quer começar a utilizar a “nuvem de palavras”, é o site Word it Out que traz uma ferramenta online fácil de usar (a imagem no início deste texto foi feita por ela).

Autoaprendizado – parte 4

maio 12, 2015 § Deixe um comentário

Para fechar esta série, vou abordar mais 5 dicas que misturam um pouco de cada ponto que vimos nos posts anteriores. No primeiro deles, minha intenção era mostrar as “bases” de um autoaprendizado (metas pessoais, autoconhecimento e autoquestionamento), no segundo, a importância da motivação pessoal no processo e no terceiro, a necessidade de se organizar para aprender.

16. Faça uma lista dos tópico a dominar

Fazer listas ajuda a manter o foco nos assuntos que realmente são importantes aprender, além de ser divertido “ticar” o que já foi visto. É importante incluir o que é realmente relevante, mas também o que é interessante para você (aprender tem que ser prazeroso).

17. Dê um uso prático ao que aprendeu

Todos nós valorizamos os conhecimentos úteis, mas muitas vezes é preciso fazer um esforço consciente para usá-los. Crie suas próprias oportunidades para aplicar o que aprendeu, você se surpreenderá com a sua habilidade executiva.

18. Valorize o seu progresso

No decorrer da vida, nunca deixamos de aprender e esta é uma das muitas razões pelas quais o autoaprendizado é tão interessante. Muito assuntos, tópicos, questões e problemas significam muitas oportunidades, estímulos e realizações. Por isso, não se esqueça de valorizar a sua evolução e se lembrar de que ela acontece no seu ritmo.

19. Mantenha suas metas realísticas

Nada é mais frustante em um processo de autoaprendizado do que criar, nós mesmos, metas irreais ou inalcançáveis naquele momento. Por isso, tente manter as “coisas” em perspectiva e defina metas que sejam realmente alcançáveis.

20. Construa sua rede de “colegas aprendizes”

Somos aprendizes colaborativos por natureza. Use esse “dom” natural a seu favor e faça parte de comunidades online ou presenciais, onde possa conversar e debater a respeito do que aprendeu. Esse tipo de relacionamento realmente dá suporte e apoio durante a sua “jornada” de aprendizado e ajuda a “iluminar” o seu caminho.

É importante ter em mente que o papel mais importante em um processo educacional é o do aprendiz. Todos os outros “atores” (professores, instituições, governos, colegas, etc) participam como estimuladores, definidores de parâmetros e dialogadores do processo, mas se não houver aquela “chama interna”, aquela vontade em quem está aprendendo, o ciclo não se fecha. Aprendizado é na verdade autoaprendizado e ter consciência do impacto do nosso próprio papel e atitude como aprendizes é vital para desenvolvermos o nosso pensamento crítico e reflexivo.

Autoaprendizado – parte 3

maio 8, 2015 § Deixe um comentário

O sucesso de um autoaprendizado está diretamente ligado a duas importantes atitudes: comprometimento e organização. A primeira se relaciona com o assunto do post anterior, a motivação. Também incluiria nesse quesito a resiliência, que é a característica dos que superam situações adversas. A segunda atitude, organização, está ligada à capacidade de nos colocarmos disponíveis para o aprendizado, encontrarmos o tempo necessário e concentrarmos nossa atenção durante o processo.

Programar o que estudaremos faz uma grande diferença para a objetividade do aprendizado e organização do nosso tempo. As próximas dicas tratam dessa e de outras atitudes igualmente importantes:

11. Construa seu próprio plano de estudo

Essa é a sua chance de fazer as coisas do seu jeito. Estude o que quer (ou precisa) aprender, quando quiser e do melhor jeito para você. A ideia pode parecer estranha em um primeiro momento, mas acredite, não há nada melhor do que liberdade nesse momento. O aprendizado, mal comparando, não é uma corrida de 100 metros rasos, está mais para uma maratona. E como em uma “prova” de longa distância, é preciso encontrar o seu ritmo e seguir cadenciando.

12. Use o tempo (ou a falta dele) ao seu favor

Somos todos atarefados e o tempo realmente é curto para fazer tudo o que precisamos. Saber aproveitá-lo é usá-lo ao seu favor. Por que não “tirar” 30 minutos da sua hora de almoço ou a sessão na esteira da academia para estudar um tópico de interesse? Se você tem um smartphone, fica ainda mais fácil. Pode escolher ouvir uma aula, ler um texto ou assistir a um vídeo explicativo (sem esquecer do fone de ouvido para não atrapalhar o colega ao lado).

13. Persiga o conhecimento, não a nota

Sei que é difícil não ligar para a nota quando ela significa a diferença entre manter ou não uma bolsa de estudo, passar de semestre ou receber uma promoção. Mas, é importante ter em mente que notas não refletem necessariamente o aprendizado, são apenas uma das maneiras de medi-lo. O que conta, ao fim e ao cabo, é como aplicamos o que aprendemos na vida real, é o conhecimento de fato.

14. Crie maneiras de registrar o seu aprendizado

Comentei anteriormente sobre a importância de registrar o que aprendemos para estimular a retenção na memória de longo-prazo. O registro do conhecimento também vale como documentação da sua evolução.

15. Verbalize seu conhecimento

Uma coisa é saber que você aprendeu, outra é tornar o seu aprendizado conhecido. Verbalizar o seu conhecimento, além de ser extremamente recompensador, o ajuda a refletir no que aprendeu e a ter a real noção do quanto você realmente sabe. Escreva um artigo, faça uma apresentação ou um vídeo, enfim, coloque em prática o que aprendeu.

Autoaprendizado – parte 2

maio 6, 2015 § Deixe um comentário

As próximas 5 dicas se referem a um tema essencial para o autoaprendizado: a motivação. É sabido que motivação é um “estado de espírito” e como tal, é influenciada tanto por elementos externos, quanto internos. Geralmente, o papel do elemento externo é supervalorizado. Certamente podem ajudar ou prejudicar a sua motivação, mas o seu impacto se restringe a isto. São elementos auxiliares.

O que conta em motivação são os elementos internos, são eles que geram e mantém o estado. As dicas a seguir, se dedicam a abordar atitudes que auxiliam na manutenção da “vontade” de aprender.

6. Use estratégias conscientes de motivação

Sistemas de recompensa funcionam maravilhosamente bem quando utilizados em parceria com o aprendizado autodirecionado. Dê-se metas de curto-prazo, atreladas a pequenas recompensas pessoais (por exemplo, assistir aquele filme que tanto queria) e se concentre em conquistá-las.

7. Procure se contextualizar

Antes de aprofundar-se em algum tópico, é importante ter o contexto dele. Uma rápida pesquisa em uma ferramenta de busca na internet lhe dará uma visão geral do assunto e facilitará o entendimento dos detalhes.

8. Cultive a motivação intrínseca

Motivação intrínseca (aquela gerada por fatores pessoais) não vem naturalmente para todos, mas pode ser aprendida. Torne o seu aprendizado mais prazeroso, registrando fatos interessantes do seu processo ou planejando o compartilhamento do seu conhecimento com outros (ensinar é uma das melhores formas de aprender).

9. Compartilhe o seu aprendizado

Saber que você vai compartilhar com outros o que está aprendendo faz uma diferença enorme no processo de aprendizagem. Ficamos mais atentos aos detalhes e o processo de memorização fica mais apurado quando sabemos de antemão que transmitiremos aquele conhecimento a outra pessoa.

10. Crie algo com base no que aprendeu

Mantenha o hábito de criar algo com base no conteúdo aprendido, pode ser um diagrama, uma música ou uma anotação. O importante é registrar e criar maneiras de solidificar o conteúdo na sua memória de longo-prazo.

No próximo post, abordarei dicas relacionadas a programação de estudo.

Autoaprendizado – parte 1

maio 4, 2015 § Deixe um comentário

O termo autodidata tem raízes na Grécia antiga e traz embutida uma ideia muito simples: deveríamos nos encorajar a estudar de maneira independente. Muitas vezes, com a agenda atribulada e o dinheiro curto, é a opção que nos resta se quisermos continuar a nos desenvolver intelectualmente.

Para ajudar aqueles que querem “tomar as rédeas” do seu próprio aprendizado, seguem algumas dicas do livro “Organising Schools to Encourage Self Direction in Learners”, do pesquisador da UNESCO, Rodney Skager.

1. Defina as suas metas de aprendizagem

Você não pode alcançar o que não foi definido (ou se não souber do que precisa). Identificar o que se quer aprender é o primeiro passo de qualquer processo de autoaprendizagem.

2. Questione o significado das coisas

Crie o hábito de não aceitar as coisas como são e as perguntas virão naturalmente. Isso acontece porque, efetivamente, começamos a nos preocupar com as respostas.

3. Procure se desafiar

Quem disse que desafio não pode ser prazeroso? Há poucas coisas mais reconfortantes do que identificar um problema que você se importe e encontrar a solução para ele. Esse é o real significado do aprendizado.

4. Monitore o seu próprio processo de aprendizagem

O aprendizado é mais agradável quando é você que define os seus objetivos e parâmetros de avaliação. Independente de ter uma “nota”, tente mensurar o seu progresso em comparação com suas metas pessoais de aprendizagem.

5. Compreenda a sua própria abordagem

Sempre achamos que conhecemos o nosso próprio estilo e preferência. Mas, será que conhecemos mesmo? Tire um tempo para refletir qual formato ou mídia lhe ajuda a aprender melhor. Você se surpreenderá com os resultados que obterá utilizando o modo mais adequado para você.

Pretendo retomar esse assunto nos próximos posts. Até lá!

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