Autoaprendizado – parte 3

maio 8, 2015 § Deixe um comentário

O sucesso de um autoaprendizado está diretamente ligado a duas importantes atitudes: comprometimento e organização. A primeira se relaciona com o assunto do post anterior, a motivação. Também incluiria nesse quesito a resiliência, que é a característica dos que superam situações adversas. A segunda atitude, organização, está ligada à capacidade de nos colocarmos disponíveis para o aprendizado, encontrarmos o tempo necessário e concentrarmos nossa atenção durante o processo.

Programar o que estudaremos faz uma grande diferença para a objetividade do aprendizado e organização do nosso tempo. As próximas dicas tratam dessa e de outras atitudes igualmente importantes:

11. Construa seu próprio plano de estudo

Essa é a sua chance de fazer as coisas do seu jeito. Estude o que quer (ou precisa) aprender, quando quiser e do melhor jeito para você. A ideia pode parecer estranha em um primeiro momento, mas acredite, não há nada melhor do que liberdade nesse momento. O aprendizado, mal comparando, não é uma corrida de 100 metros rasos, está mais para uma maratona. E como em uma “prova” de longa distância, é preciso encontrar o seu ritmo e seguir cadenciando.

12. Use o tempo (ou a falta dele) ao seu favor

Somos todos atarefados e o tempo realmente é curto para fazer tudo o que precisamos. Saber aproveitá-lo é usá-lo ao seu favor. Por que não “tirar” 30 minutos da sua hora de almoço ou a sessão na esteira da academia para estudar um tópico de interesse? Se você tem um smartphone, fica ainda mais fácil. Pode escolher ouvir uma aula, ler um texto ou assistir a um vídeo explicativo (sem esquecer do fone de ouvido para não atrapalhar o colega ao lado).

13. Persiga o conhecimento, não a nota

Sei que é difícil não ligar para a nota quando ela significa a diferença entre manter ou não uma bolsa de estudo, passar de semestre ou receber uma promoção. Mas, é importante ter em mente que notas não refletem necessariamente o aprendizado, são apenas uma das maneiras de medi-lo. O que conta, ao fim e ao cabo, é como aplicamos o que aprendemos na vida real, é o conhecimento de fato.

14. Crie maneiras de registrar o seu aprendizado

Comentei anteriormente sobre a importância de registrar o que aprendemos para estimular a retenção na memória de longo-prazo. O registro do conhecimento também vale como documentação da sua evolução.

15. Verbalize seu conhecimento

Uma coisa é saber que você aprendeu, outra é tornar o seu aprendizado conhecido. Verbalizar o seu conhecimento, além de ser extremamente recompensador, o ajuda a refletir no que aprendeu e a ter a real noção do quanto você realmente sabe. Escreva um artigo, faça uma apresentação ou um vídeo, enfim, coloque em prática o que aprendeu.

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