Crítica é boa para inovação?

julho 9, 2015 § 1 comentário

Jonathan Bendor, professor da Universidade de Stanford acredita que sim. Para ele, o que falta na maioria dos locais de trabalho não é criatividade, mas sim visão crítica. Muitos acreditam que a crítica e a criatividade são incompatíveis em um ambiente de trabalho criativo (vide as recomendações de técnicas como brainstorming), mas como Bendor vê a situação, criatividade e crítica são como os princípios chineses do yin e yang: duas forças complementares que interagem para formar um todo maior. “Eu acho que não só elas podem viver juntas”, diz ele, “como têm de viver juntas.”

Apesar de gostar de causar desconforto com suas observações – como podem checar pelo infográfico que seus alunos fizeram dos seus conceitos (pérolas como “a maioria das ideias são ruins” ou “leia e escreva usando as dicas “Strunk & White”[1]) – algumas delas são realmente válidas, como a referente ao uso de rubricas como forma de feedback.

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Explico melhor, uma maneira de dar aos funcionários (ou colaboradores na linguagem atual) um feedback útil é através de uma rubrica formal ou sistema de pontuação, onde suas ideias são classificadas em várias dimensões, tais como “mérito técnico” e “potencial de mercado”. Ao contrário de uma crítica global como “Isso não é bom!”, as rubricas podem ajudar a solucionar problemas ao darem mais parâmetros para a avaliação de uma ideia e indicarem como ela pode ser melhorada.

“Se uma ideia é corrigível”, diz Bendor, “um gerente pode apontar para a rubrica e dizer: esta parte da solução está OK. Esta parte precisa ser retrabalhada e esta parte, refeita totalmente”. Ele acrescenta que pessoas em todos os níveis de uma organização podem se beneficiar de um feedback despersonalizado como este – mesmo o CEO.

Quem quiser ouvi-lo falar, pode acessar ao vídeo disponibilizado por Stanford. São 12 minutinhos que vale a pena “gastar”.

[1] William Strunk, Jr. publicou em 1919 um manual de escrita, revisado e atualizado em 1959 pelo seu ex-aluno E.B. White, chamado “The Elements of Style” em que dá dicas para escrever um texto corretamente. Quem já teve oportunidade de frequentar alguma aula de literatura em uma High School americana deve ter recebido o livrinho, que é odiado pela maioria dos estudantes.

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