Autoaprendizado – parte 4
maio 12, 2015 § Deixe um comentário

Para fechar esta série, vou abordar mais 5 dicas que misturam um pouco de cada ponto que vimos nos posts anteriores. No primeiro deles, minha intenção era mostrar as “bases” de um autoaprendizado (metas pessoais, autoconhecimento e autoquestionamento), no segundo, a importância da motivação pessoal no processo e no terceiro, a necessidade de se organizar para aprender.
16. Faça uma lista dos tópico a dominar
Fazer listas ajuda a manter o foco nos assuntos que realmente são importantes aprender, além de ser divertido “ticar” o que já foi visto. É importante incluir o que é realmente relevante, mas também o que é interessante para você (aprender tem que ser prazeroso).
17. Dê um uso prático ao que aprendeu
Todos nós valorizamos os conhecimentos úteis, mas muitas vezes é preciso fazer um esforço consciente para usá-los. Crie suas próprias oportunidades para aplicar o que aprendeu, você se surpreenderá com a sua habilidade executiva.
18. Valorize o seu progresso
No decorrer da vida, nunca deixamos de aprender e esta é uma das muitas razões pelas quais o autoaprendizado é tão interessante. Muito assuntos, tópicos, questões e problemas significam muitas oportunidades, estímulos e realizações. Por isso, não se esqueça de valorizar a sua evolução e se lembrar de que ela acontece no seu ritmo.
19. Mantenha suas metas realísticas
Nada é mais frustante em um processo de autoaprendizado do que criar, nós mesmos, metas irreais ou inalcançáveis naquele momento. Por isso, tente manter as “coisas” em perspectiva e defina metas que sejam realmente alcançáveis.
20. Construa sua rede de “colegas aprendizes”
Somos aprendizes colaborativos por natureza. Use esse “dom” natural a seu favor e faça parte de comunidades online ou presenciais, onde possa conversar e debater a respeito do que aprendeu. Esse tipo de relacionamento realmente dá suporte e apoio durante a sua “jornada” de aprendizado e ajuda a “iluminar” o seu caminho.
É importante ter em mente que o papel mais importante em um processo educacional é o do aprendiz. Todos os outros “atores” (professores, instituições, governos, colegas, etc) participam como estimuladores, definidores de parâmetros e dialogadores do processo, mas se não houver aquela “chama interna”, aquela vontade em quem está aprendendo, o ciclo não se fecha. Aprendizado é na verdade autoaprendizado e ter consciência do impacto do nosso próprio papel e atitude como aprendizes é vital para desenvolvermos o nosso pensamento crítico e reflexivo.
Autoaprendizado – parte 3
maio 8, 2015 § Deixe um comentário

O sucesso de um autoaprendizado está diretamente ligado a duas importantes atitudes: comprometimento e organização. A primeira se relaciona com o assunto do post anterior, a motivação. Também incluiria nesse quesito a resiliência, que é a característica dos que superam situações adversas. A segunda atitude, organização, está ligada à capacidade de nos colocarmos disponíveis para o aprendizado, encontrarmos o tempo necessário e concentrarmos nossa atenção durante o processo.
Programar o que estudaremos faz uma grande diferença para a objetividade do aprendizado e organização do nosso tempo. As próximas dicas tratam dessa e de outras atitudes igualmente importantes:
11. Construa seu próprio plano de estudo
Essa é a sua chance de fazer as coisas do seu jeito. Estude o que quer (ou precisa) aprender, quando quiser e do melhor jeito para você. A ideia pode parecer estranha em um primeiro momento, mas acredite, não há nada melhor do que liberdade nesse momento. O aprendizado, mal comparando, não é uma corrida de 100 metros rasos, está mais para uma maratona. E como em uma “prova” de longa distância, é preciso encontrar o seu ritmo e seguir cadenciando.
12. Use o tempo (ou a falta dele) ao seu favor
Somos todos atarefados e o tempo realmente é curto para fazer tudo o que precisamos. Saber aproveitá-lo é usá-lo ao seu favor. Por que não “tirar” 30 minutos da sua hora de almoço ou a sessão na esteira da academia para estudar um tópico de interesse? Se você tem um smartphone, fica ainda mais fácil. Pode escolher ouvir uma aula, ler um texto ou assistir a um vídeo explicativo (sem esquecer do fone de ouvido para não atrapalhar o colega ao lado).
13. Persiga o conhecimento, não a nota
Sei que é difícil não ligar para a nota quando ela significa a diferença entre manter ou não uma bolsa de estudo, passar de semestre ou receber uma promoção. Mas, é importante ter em mente que notas não refletem necessariamente o aprendizado, são apenas uma das maneiras de medi-lo. O que conta, ao fim e ao cabo, é como aplicamos o que aprendemos na vida real, é o conhecimento de fato.
14. Crie maneiras de registrar o seu aprendizado
Comentei anteriormente sobre a importância de registrar o que aprendemos para estimular a retenção na memória de longo-prazo. O registro do conhecimento também vale como documentação da sua evolução.
15. Verbalize seu conhecimento
Uma coisa é saber que você aprendeu, outra é tornar o seu aprendizado conhecido. Verbalizar o seu conhecimento, além de ser extremamente recompensador, o ajuda a refletir no que aprendeu e a ter a real noção do quanto você realmente sabe. Escreva um artigo, faça uma apresentação ou um vídeo, enfim, coloque em prática o que aprendeu.
Autoaprendizado – parte 2
maio 6, 2015 § Deixe um comentário

As próximas 5 dicas se referem a um tema essencial para o autoaprendizado: a motivação. É sabido que motivação é um “estado de espírito” e como tal, é influenciada tanto por elementos externos, quanto internos. Geralmente, o papel do elemento externo é supervalorizado. Certamente podem ajudar ou prejudicar a sua motivação, mas o seu impacto se restringe a isto. São elementos auxiliares.
O que conta em motivação são os elementos internos, são eles que geram e mantém o estado. As dicas a seguir, se dedicam a abordar atitudes que auxiliam na manutenção da “vontade” de aprender.
6. Use estratégias conscientes de motivação
Sistemas de recompensa funcionam maravilhosamente bem quando utilizados em parceria com o aprendizado autodirecionado. Dê-se metas de curto-prazo, atreladas a pequenas recompensas pessoais (por exemplo, assistir aquele filme que tanto queria) e se concentre em conquistá-las.
7. Procure se contextualizar
Antes de aprofundar-se em algum tópico, é importante ter o contexto dele. Uma rápida pesquisa em uma ferramenta de busca na internet lhe dará uma visão geral do assunto e facilitará o entendimento dos detalhes.
8. Cultive a motivação intrínseca
Motivação intrínseca (aquela gerada por fatores pessoais) não vem naturalmente para todos, mas pode ser aprendida. Torne o seu aprendizado mais prazeroso, registrando fatos interessantes do seu processo ou planejando o compartilhamento do seu conhecimento com outros (ensinar é uma das melhores formas de aprender).
9. Compartilhe o seu aprendizado
Saber que você vai compartilhar com outros o que está aprendendo faz uma diferença enorme no processo de aprendizagem. Ficamos mais atentos aos detalhes e o processo de memorização fica mais apurado quando sabemos de antemão que transmitiremos aquele conhecimento a outra pessoa.
10. Crie algo com base no que aprendeu
Mantenha o hábito de criar algo com base no conteúdo aprendido, pode ser um diagrama, uma música ou uma anotação. O importante é registrar e criar maneiras de solidificar o conteúdo na sua memória de longo-prazo.
No próximo post, abordarei dicas relacionadas a programação de estudo.
Autoaprendizado – parte 1
maio 4, 2015 § Deixe um comentário

O termo autodidata tem raízes na Grécia antiga e traz embutida uma ideia muito simples: deveríamos nos encorajar a estudar de maneira independente. Muitas vezes, com a agenda atribulada e o dinheiro curto, é a opção que nos resta se quisermos continuar a nos desenvolver intelectualmente.
Para ajudar aqueles que querem “tomar as rédeas” do seu próprio aprendizado, seguem algumas dicas do livro “Organising Schools to Encourage Self Direction in Learners”, do pesquisador da UNESCO, Rodney Skager.
1. Defina as suas metas de aprendizagem
Você não pode alcançar o que não foi definido (ou se não souber do que precisa). Identificar o que se quer aprender é o primeiro passo de qualquer processo de autoaprendizagem.
2. Questione o significado das coisas
Crie o hábito de não aceitar as coisas como são e as perguntas virão naturalmente. Isso acontece porque, efetivamente, começamos a nos preocupar com as respostas.
3. Procure se desafiar
Quem disse que desafio não pode ser prazeroso? Há poucas coisas mais reconfortantes do que identificar um problema que você se importe e encontrar a solução para ele. Esse é o real significado do aprendizado.
4. Monitore o seu próprio processo de aprendizagem
O aprendizado é mais agradável quando é você que define os seus objetivos e parâmetros de avaliação. Independente de ter uma “nota”, tente mensurar o seu progresso em comparação com suas metas pessoais de aprendizagem.
5. Compreenda a sua própria abordagem
Sempre achamos que conhecemos o nosso próprio estilo e preferência. Mas, será que conhecemos mesmo? Tire um tempo para refletir qual formato ou mídia lhe ajuda a aprender melhor. Você se surpreenderá com os resultados que obterá utilizando o modo mais adequado para você.
Pretendo retomar esse assunto nos próximos posts. Até lá!
Robert Gagné e os 9 passos – parte 2
abril 28, 2015 § Deixe um comentário

Retomando o “papo”, chegou a hora de abordar os passos 6 a 9:
Passo 6: Estimular o desempenho
Aqui é o momento de começar a checar se o conhecimento foi adquirido. Deve-se permitir que os aprendizes pratiquem, demonstrem ou apliquem o que aprenderam. Podem ser usadas técnicas como as de jogos ou role playing, que permitem a prática e a melhoria do conhecimento recém-adquirido. Reserve um espaço para o aprendizado corretivo, isto significa dar oportunidade de reforçar o que ainda não estiver claro, apresentando o curso de ação correto. Se foi passada uma informação nova, a dica é fazer perguntas a respeito. Elas ajudam a checar o entendimento e manter a atenção do aprendiz. As perguntas, nesse caso, não devem ser aquelas que simplesmete repetem a informação, utilize-as de forma que o aprendiz possa refletir e identificar erros e não simplesmente decorar.
Passo 7: Dar feedback
Possibilitar que o aprendiz perceba que o esforço despendido está sendo notado e reconhecido, ajuda a gerar confiança no processo de aprendizagem. Em e-learning, podem ser usados testes, quizzes ou comentários para dar feedback a respeito de como o conhecimento foi demonstrado e como se pode melhorar. Se for o caso de um feedback verbal presencial, reconheça sempre o bom desempenho. Havendo necessidade de um feedback negativo, aponte as razões específicas, indicando o caminho a ser seguido para melhorar.
Passo 8: Avaliar o desempenho
Gagné chamava bastante atenção para esse passo. Avaliar de maneira apropriada o aprendiz, dá suporte para a melhoria do seu desempenho, além de ajudar a melhorar a efetividade da própria ação educacional. Como a maioria das pessoas se sente desconfortável com avaliações, tente fazê-las da forma mais prazerosa possível. Sem deixar, no entanto, de reforçar os objetivos de aprendizado. Avaliar por meio de dissertação (a famosa redação dos tempos de colégio), pequenos questionários ou por meio de perguntas abertas, testa o conhecimento retido inicialmente, sem dar aquela cara de “prova”. Também é uma boa ideia dar feedback após essa etapa, de forma que sugiro que se faça uma pequena inversão entre os passos 7 e 8 (não creio que o Gagné se importaria com essa “liberdade” tomada).
Passo 9: Melhorar a retenção do conhecimento e a sua transferência para o dia a dia
Tem um pequeno ditado a respeito de como se fazer apresentações efetivas: “diga para o seu público o que você pretende dizer a eles, diga a informação e depois conte para eles o que foi dito”. É como faz o apresentador Silvio Santos, repete sempre 3 vezes a mesma coisa para fixar a informação. No caso do e-learning, essa etapa pode ser feita informando o aprendiz a respeito de situações em que o conhecimento pode ser aplicado ou problemas que ele pode ajudar a resolver, disponibilizando atividades extras para que possam praticar um pouco mais e fazendo uma revisão (ou resumo) do curso. Mas, atenção: não apresente novas terminologias ou conceitos nessa etapa. É preciso focar apenas no fechamento da ação e no estímulo à transferência para a prática.
Robert Mills Gagné tinha paixão por entender como as pessoas aprendiam e essa paixão permitiu que ele, ao longo da sua carreira, sedimentasse as bases para as teorias e técnicas a respeito do processo de aprendizagem e do design instrucional. Costumava dizer que “a razão de qualquer instrução é o aprendizado” e “qualquer tema ou técnica de instrução deve estar centrada em quem irá aprender”. Em qualquer ação educacional, esses pontos nunca podem ser esquecidos.
Robert Gagné e os 9 passos – parte 1
abril 24, 2015 § Deixe um comentário

Nos anos 1980, depois de décadas de estudo, o especialista em educação Robert Gagné, uma das referências quando o assunto é design instrucional, montou o conceito dos 9 passos da instrução. De lá para cá, os 9 passos têm sido utilizados para direcionar o planejamento de uma gama enorme de ações educacionais, comprovando a força do conceito. Falando em força, a razão pela qual os 9 passos terem passado no “teste do tempo” está no fato de serem baseados na maior expertise do Gagné, o funcionamento do aprendizado.
Sempre acho que a melhor forma de tangibilizar um conceito é entendendo como ele pode ser aplicado na prática. Como o post anterior foi a respeito de EAD, proponho discorrer um pouco como os 9 passos podem ser aplicados em uma das maiores vertentes de EAD atualmente, o e-learning.
Passo 1: Ganhar atenção
Ganhar atenção é essencial em qualquer ação (seja educacional, de comunicação ou qualquer uma que lhe venha à mente). A não ser que consigamos “agarrar” a mente do aprendiz, ele não vai tirar muito da experiência, mesmo que seja obrigado a ficar até ao final dela. Em e-learning, para ganhar a atenção desde o início, a dica é não fazer uma abertura muito formal. Inconscientemente, somos levados a acreditar que a abertura de qualquer curso é um preâmbulo do restante dele. Contar uma história ou apresentar uma animação interessante, é um bom modo de deixar a abertura mais informal e de quebra, o aprendiz interessado no que vem por aí.
Passo 2: Informar o objetivo do aprendizado
É importante direcionar as expectativas, responder o porque de se estar ali e o ganho que se terá com o e-learning. Esses objetivos devem ser concisos, tente apresentar no máximo 5 resumidos. A ideia é gerar um checklist para o aprendiz poder avaliar (muitas vezes mentalmente), no decorrer do curso, se estão sendo atingidos.
Passo 3: Relembre o conteúdo já passado
O passo se relaciona com a construção da conexão entre o que o aprendiz já sabe e o que ele irá adicionar a este conhecimento. Uma dica aqui é criar “mapas mentais” e gráficos que ilustrem como o e-learning está “ligando os pontos” daquele conteúdo e ajudá-lo a perceber o gap entre o nível de conhecimento atual e o desejado.
Passo 4: Apresentação do material
Gangné chamava esse passo de “estratégia efetiva de conteúdo”. Se referia dessa maneira porque para ele, o conteúdo deveria ter uma aplicação efetiva (o que também ajuda a demonstrar a sua relevância). Além de utilizar uma variedade de recursos para disponibilizar o conteúdo, organizar a informação em pequenos pedaços ajuda a repassá-la de maneira lógica. Aqui vale outra dica (agora, do que não fazer): não bombardeie o material com muita informação ou muitos elementos interativos. Isto causa o que os especialistas chamam de “sobrecarga cognitiva”. Em e-learning, o aprendiz deve ter a sensação de controle do aprendizado e não de que está no meio de uma rave.
Passo 5: Orientar o aprendizado
E-learning é menos ensino e mais orientação e direcionamento. Usando técnicas como mnemônicos, estudos de caso, storyboards, analogias e aprendizagem por observação, é possível auxiliar o aprendizado e o entendimento do conteúdo trabalhado no passo 4. Lembre-se, o que o Gangné queria com o passo 5 era que se fornecesse conscientemente formas de auxílio aos participantes, que os ajudassem a “aprender a aprender” e a reter melhor a informação.
No próximo post, abordarei o restante dos passos (6 a 9). Até lá!
A história da EAD
abril 22, 2015 § Deixe um comentário
Educação a distância não é uma novidade dos tempos atuais, veem ajudando os aprendizes desde o século XVIII.
Já utilizou como mídias cartas, rádio e TV antes de chegar à internet e aplicativos. O infográfico abaixo foi desenvolvido pela Brighton School of Business and Management, instituição britânica especializada em EAD. Peço desculpas por não traduzir, mas como podem ver, é uma longa linha do tempo. Quem quiser visualizar a imagem em uma definição melhor, basta acessar pelo link: http://www.brightonsbm.com/infographic-distance-learning.html

Aprendizes e Estudantes
abril 20, 2015 § Deixe um comentário

Uma das maiores discussões, na maior parte dos países ocidentais, quando o assunto é sistema educacional moderno, é em relação ao seu foco. No Brasil, o enfoque está meio que resolvido, deveríamos focar em “criar” cidadãos conscientes socialmente, como direciona nossa Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Mas, o que significa isto? Bons estudantes são bons cidadãos? Ou deveríamos procurar estimular que se tornem aprendizes habilidosos? Há uma diferença, e não é apenas semântica, entre estudante e aprendiz. Vamos a ela:
1. Relacionamento com os educadores:
Estudantes são como funcionários, se espera que direcionem seu interesse em sintonia com o interesse da escola ou do currículo (algumas esperam simplesmente que se comportem e sigam as instruções). Aprendizes possuem interesses mais variados e preferem ter liberdade de auto-direcionar o seu aprendizado.
2. Relacionamento com os pares
Estudantes são competidores. O “ano letivo” nada mais é do que uma competição de longa duração e desde a minha época de estudante, o objetivo final era “passar no vestibular” (hoje é tirar uma boa nota no ENEM). Aprendizes são colaboradores. Quem já experimentou aprender algo apenas por prazer ou sem nenhum objetivo definido, sabe do que falo. É só procurar algum grupo de discussão na internet para comprovar na prática.
3. Motivação
Estudantes são estimulados a “trabalhar” por uma compensação (a nota, passar de ano, entrar na faculdade, etc.). Aprendizes são motivados em entender e gerar valor com o seu “trabalho”.
4. Compensação
Estudantes esperam como compensação pelas suas notas, uma porta de entrada para a faculdade ou um bom emprego. Aprendizes possuem um senso de “missão a cumprir” ao longo do processo. A “meta” não é recompensada, é conquistada, não é simbólica, é um investimento.
5. Modo de operação
Estudantes são complacentes, disciplinados, orientados por objetivo e treináveis. Aprendizes são perceverantes, auto-disciplinados, orientados por resultado e engenhosos.
Um dos grandes diferenciadores dos bons estudantes dos aprendizes habilidosos são as notas. O primeiro grupo é bastante motivado por elas. E essa motivação é extremamente recompensada ao longo da sua “carreira” estudantil. Essa orientação traz 3 consequências:
A primeira, é a perda de interesse pelo aprendizado. Na medida em que a motivação em obter boas notas cresce, a motivação em explorar ideias tende a decrescer.
A segunda, é a prática de evitar tarefas desafiadoras sempre que possível. Afinal, quanto mais difícil a tarefa, maior é a possibilidade de não conseguir uma boa nota.
A terceira, está relacionada à qualidade do aprendizado. Bons estudantes, apesar de completarem suas tarefas, passarem em testes e conseguirem boas notas têm dificuldade em se lembrar do que aprenderam após o exame final. Segundo o pesquisador Eric Mazur, também professor de física aplicada da Universidade de Harvard, 2 meses após o exame final, 90% dos estudantes volta ao nível de conhecimento que tinha no início do semestre anterior.
A ironia do enfoque dado à educação brasileira é que temos hoje, em 2015, um mercado saturado de profissionais com diplomas com dificuldade em encontrar emprego, uma vez que os empregadores valorizam pessoas com rápida capacidade adaptativa e de aprendizado e com habilidade em aplicar o que sabem (apesar destas habilidades só serem passíveis de serem checadas no decorrer do próprio trabalho, a orientação de seleção é essa). Em resumo, um mercado que procura (pelo menos teoricamente) aprendizes habilidosos e não bons estudantes.
Penso que é hora de aceitar os fatos e repensar o foco que queremos para o nosso sistema educacional.
Compilado de Recursos
abril 17, 2015 § Deixe um comentário

A Edutopia lançou esta semana um compilado de textos abordando diversos recursos que podem ser usados para estimular o aprendizado. São artigos voltados para categorias como planejamento do ambiente de aprendizado, recursos da web, planejamento de aula, dentre outros. Vale a pena conferir.
A Edutopia, para quem não está familiarizado, é o “braço” de compartilhamento de conhecimento do movimento criado pela Fundação do George Lucas (o do Star Wars), que busca incentivar a implementação de novas estratégias de aprendizado.
Para acessar ao compilado, clique AQUI.
Vídeos Online
abril 13, 2015 § Deixe um comentário

Não é segredo que cada vez mais pessoas postam vídeos online e com uma qualidade quase que profissional. Gravação de conteúdo em “aulas” online tem sido um dos pontos-chave de modelos educacionais como o flipped classroom e new classroom, ao tirar o repasse de conteúdo do presencial e focar no repasse não presencial para abrir mais espaço para a aplicação prática.
Saber como “produzir” vídeos online, nesse contexto, se torna uma habilidade altamente recomendável para quem quer implementar novos modelos. Jack Askew é uma das pessoas com essa habilidade, que topa ensinar quem quer se enveredar pelo mesmo caminho. Aí vão algumas recomendações dele a respeito de ferramentas e equipamentos que auxiliam no desenvolvolvimento de vídeos online: http://www.teachingeslonline.com/equipment-tools-video/