STEM e a gente

maio 28, 2015 § Deixe um comentário

STEM é o acrônimo para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (em inglês, science, technology, engineering e mathematic). O termo é utilizado para nomear políticas educacionais e curriculares feitas especificamente para as áreas. O interesse vem crescendo em diversos países pelo fato da maioria das projeções para criação de vagas de emprego no mundo, sinalizarem um aumento para os 4 campos. Não por acaso, são os campos de trabalho que mais geram inovação. Vale também uma explicação específica do termo “engenharia”. No Brasil, geralmente o relacionamos à engenharia civil, mas ele é mais amplo abarcando cerca de 30 tipos de engenharia, incluindo da computação, ambiental, elétrica, etc. O que une todas é o fato de serem ciências exatas.

stem jobs graph

Outro ponto importante é o fato do pensamento criativo ser uma das habilidades básicas destas profissões, portanto um currículo baseado nas 4 áreas estimula o seu desenvolvimento e impacta o sistema educacional como um todo. Alguns consideram o currículo baseado em STEM o benefício mais importante que uma “escola moderna” pode oferecer aos seus alunos.

Mas, o que isso tem a ver com a gente? A lei das diretrizes e bases da educação (lei 9394 de 1996) define que os estabelecimentos de ensino são responsáveis por “elaborar e executar sua proposta pedagógica”. Isto quer dizer que é incumbência de cada escola e instituição de ensino no Brasil definir o seu currículo, metodologia e método de ensino. Liberdade total, no papel. Há um porém, devem necessariamente respeitar “as normas comuns e as do seu sistema de ensino” que trocando em miúdos quer dizer que devem seguir as orientações dadas pela União, Estados e Municípios, o que muitas vezes limita a “liberdade” da escola. De qualquer maneira ainda há muito espaço para trabalhar, principalmente nos quesitos metodologia e método de ensino.

Nos EUA há uma linha orçamentária federal destinada a estimular a implementação de um currículo baseado em STEM nas escolas públicas e algumas delas já encorajam seus alunos a construírem robôs e ferramentas, usando tecnologias como impressoras 3D. Aqui no Brasil há iniciativas voltadas à formação dos professores das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática para que possam preparar alunos de escolas públicas para a faculdade e uma carreira mais próspera, como a promovida pela organização STEM Brasil.

O que une as duas iniciativas (americana e brasileira)? A metodologia baseada em projetos (project-based learning) que comentei alguns posts atrás. Fica a dica para nossas escolas se inteirarem mais a respeito da obra do John Dewey.

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Aplicativos para se perder

maio 26, 2015 § Deixe um comentário

Muito tem se comentado (inclusive eu) da necessidade de se organizar, priorizar, definir indicadores, enfim, escolher um caminho. Tudo isso é muito importante e não deve nunca ser deixado para trás, mas há outro lado que também não podemos nos esquecer: da necessidade de abrir espaço para o acaso, pra o inesperado.

A filosofia oriental é pródiga na defesa (há milênios) do equilíbrio. Lao Tzi, que inspirou a filosofia por detrás de religiões como o Taoismo e o Budismo, além de artes marciais como o Kung Fu e o Tai chi chuan, já “batia na tecla” da necessidade de manter a cabeça nas nuvens e os pés no chão, se beneficiar tanto da razão, quanto da imaginação.

Para quem quiser começar a exercitar a alegria do fortuito, segue o link de um post do blog Da Vinci, um projeto do ISVOR, o braço educacional da FIAT, com uma lista de aplicativos que ajudam a descobrir novos lugares por acaso: Vá se perder por aí.

Motivação, performance e aprendizado

maio 22, 2015 § Deixe um comentário

How a Small Change Can Boost Your Motivation and Performance

Em 2009, a dra. Heidi Grant Halvorson1 conduziu um teste para avaliar a motivação e o seu impacto na performance. Ela dividiu os participantes em 2 grupos: o grupo dos “seja bom” e o grupo dos “faça melhor”. Ao primeiro grupo, disse que o resultado do teste “refletiria as suas habilidades conceituais e analíticas”, ao segundo, que os problemas propostos eram para ajudá-los a “treinar” e que “aproveitassem a oportunidade para aprenderem o máximo possível”.

Durante os testes, a dra Halvorson aumentava a dificuldade das questões, incluindo até algumas insolúveis. Enquanto os integrantes do grupo “faça melhor” se mantiveram imperturbáveis e resolveram a maior quantidade possível de questões (fáceis e difíceis), tentando aprender o máximo que pudessem, os integrantes do grupo “seja bom” se mostraram desmotivados a medida que os obstáculos se tornavam mais desafiadores.

Segundo a pesquisadora, a diferença de performance foi causada pelo modo como as metas iniciais de aprendizado foram definidas. O aprendizado deve ser definido pelo seu objetivo global e não por objetivos de performance (como por exemplo, “aumentar o índice de aprovação para 80%”). A performance é consequência e não razão de um aprendizado.

Esse e outros cases podem ser encontrados no livro “ Succeed: How We Can Reach Our Goals”.

1 Halvorson, Heidi Grant. Succeed: How We Can Reach Our Goals. Plume. 2011.  p64-68.

Educação no ar – parte 3

maio 20, 2015 § 1 comentário

3. Empowerment

É preciso, em português claro, empoderar. Dar poder às pessoas para que possam realizar suas ambições e experiências. Talvez, essa seja a atitude mais difícil de se aplicar quando “falamos” em educação. Há muita amarra, burocrática e mental, quando se faz qualquer proposta educacional que envolva colocar a responsabilidade nas mãos dos agentes finais, professores e aprendizes. No entanto, é o primeiro passo a se dar no caminho de uma mudança no sistema educacional de qualquer país.

A primeira amarra discutida durante o evento, foi a relacionada ao empoderamento dos alunos. A Google tem um projeto em parceria com diversas escolas espalhadas pelos EUA, Canadá e Reino Unido, que envolve a mudança do conceito de “sala de aula”, inclusive como espaço físico, por meio do uso da tecnologia. A empresa distribui chromebooks (que é a nova geração de notebooks) e tablets para professores e alunos e banca a reforma física da sala de aula. Saem carteiras e lousas e entram mesas compartilhadas, pufes, conexão wi-fi e os equipamentos. Os professores e alunos participantes tem a responsabilidade de cuidar do espaço e dos equipamentos e implementar um método de ensino e aprendizado que envolve “tangibilizar” o assunto estudado. Por exemplo, para estudar o funcionamento dos vulcões, é preciso pesquisar imagens, vídeos ou sites que mostrem vulcões em atividade e como eles funcionam. O aprendizado no caso, está literalmente na mão dos alunos, responsáveis em localizar essas informações. O professor atua como facilitador e participante do processo ao promover as discussões sobre o tema e o direcionamento das atividades, utilizando seu conhecimento de formação.

Um dos primeiros bloqueios que a Google encontrou foi contra a ideia de colocar equipamentos eletrônicos nas mãos da garotada, em horário de aula. Imaginando os diálogos que teriam de travar, se tal projeto fosse proposto aqui no Brasil, certamente chegaríamos a algo parecido com: “eles vão usar o tablet para acessar o youtube para ver o clip do Mr. Catra”. Com certeza vão, mas também usarão o youtube para ver o vídeo a respeito de sintaxe da língua portuguesa, recomendado pelo professor. Ou então, “vão acessar o Facebook para fofocar”. Novamente, tenho certeza que vão, mas também acessarão o Facebook para compartilhar o link de um assunto referente à matéria vista. A verdade é que as duas coisas aconteceriam (o estudo e o entretenimento), mas o fato de uma acontecer não inviabiliza que a outra aconteça também e não é justificativa para que se negue a implementação de um projeto-piloto do tipo. A Google conseguiu “vencer” essa resistência inicial e tem cases para mostrar.

A segunda amarra é em relação à iniciativa dos professores. Muitos tem boas ideias e vontade de as colocar em prática, mas são sistematicamente “sabotados” por instituições, governos e outros envolvidos (inclusive professores e pais de alunos). Um caso que me chamou bastante atenção foi da professora Esther, de uma escola em Palo Alto, na Califórnia. Em 1984, Esther se “apaixonou” por um computador da Apple e o queria utilizar para dar um “gás” em suas aulas. Mas, o preço do equipamento estava muito acima das suas disponibilidades (US$5.000 na época, segundo ela, era dinheiro que não acabava mais). A primeira porta que ela “bateu” para tentar levantar o equipamento foi na secretaria de educação da Califórnia. Chegando lá, foi sonoramente ignorada, aula, segundo os burocratas da secretaria, tinha que ser dada com livros e apostilas. A segunda porta, foi a da própria Apple. A empresa enviou gratuitamente 10 computadores para a escola. Esther, que nunca tinha tocado em um computador antes, foi auxiliada pelos próprios alunos e começou a dar suas aulas usando os equipamentos. De 1984 até meados dos anos 2000, suas aulas foram tão populares que ela se tornou diretora do colégio. Nesse período, foi constantemente assediada pelos “district inspectors”, espécie de fiscais da secretaria de educação, para que encerrasse suas aulas por computador (novamente, tinha que usar livros e apostilas). Somente em 2005, o governo da Califórnia autorizou que fossem usados computadores para aulas de qualquer matéria nas escolas do estado (mais de 20 anos depois de Esther ter começado as suas). Isto aconteceu em um estado que é o “celeiro tecnológico” do mundo, imagine em locais com menos tradição tecnológica?

Isso prova que pessoas são sempre mais ágeis do que instituições e governos. Portanto, tem que ser colocada em suas mãos a capacidade de implementar uma nova prática educacional, sem burocracia, mas com indicadores claros de avaliação (afinal, é preciso saber se está dando certo). Ao conhecer o caso contado pela Esther, veio imediatamente na minha mente um trecho da canção “Civil War”, da banda Guns n Roses: “você não pode confiar na liberdade, quando ela não está em suas mãos”. Nada mais verdadeiro.

Quem quiser assistir aos vídeos das conferências e sessões que ocorreram durante o “Education on air”, basta clicar AQUI. A Google as disponibilizou On Demand. Espero que tenham para vocês um impacto semelhante ao que tiveram para mim, apesar do meu final de semana ter começado apenas no sábado, às 22h30 (esse negócio de fuso horário é brabo).

Educação no ar – parte 2

maio 18, 2015 § 1 comentário

2. Project-based learning

Foi o método educacional mais debatido durante as conferências. Um dos motivos é o fato da maioria dos participantes do evento serem de língua inglesa e esses países são muito influenciados pelo trabalho do John Dewey (já o citei em posts anteriores). John Dewey representa para eles o que Paulo Freire e Darcy Ribeiro representam para nós, brasileiros, um patrono educacional.

O enfoque do John Dewey estava ligado à ideia de que o sistema educacional deveria ser centrado no aluno e no provimento de experiências de aprendizagem, como forma de ligar o aluno ao seu meio social. Aqui no Brasil esse enfoque ficou conhecido como Escolanovista ou Progressista. Project-based learning nada mais é do que a releitura atual das ideias de Dewey e tem o objetivo de provocar o aprendizado por meio da experiência gerada pelo desenvolvimento de projetos. Para tangibilizar o conceito, vou compartilhar alguns casos apresentados.

Uma escola em San Diego, na Califórnia, precisava reformar a biblioteca. Organizou então um projeto com os alunos para levantar o dinheiro, que envolvia a abertura de um Food Truck. Os alunos tiveram que se organizar e tocar o projeto, levantando desde as licenças necessárias na prefeitura, até resolver como o Food Truck seria adquirido e administrar o negócio. Durante o projeto, tiveram que desenvolver habilidades como empreendedorismo, negociação, matemática financeira, contabilidade, culinária, dentre outras (olha a interdisciplinariedade aí, na prática).

Há 3 anos, uma adolescente, Brittany Wenger (na época com 17 anos), ficou muito abalada com o câncer de mama desenvolvido por uma prima. A partir daí, quis saber mais a respeito da doença e começou a trabalhar com o seu professor de biologia para aprender tudo o que pudesse sobre o câncer e o funcionamento do seio feminino. A medida que seu conhecimento sobre o assunto aumentava, deu início a um “projeto” pessoal, queria desenvolver uma ferramenta que ajudasse na identificação do câncer de mama. Foi estudar programação no próprio colégio e desenvolveu um aplicativo chamado “cloud4cancer” que ajuda a determinar se a massa encontrada no seio, em um exame do toque, é maligna ou benigna, por meio de um algorítimo que analisa os padrões da imagem em todos os bancos de dados públicos disponíveis nos EUA sobre o assunto.  Acuracidade da resposta bate a casa dos 99%. Brittany, hoje com 20 anos, cursa a faculdade de programação.

O Project-based learning permite que se coloque em prática uma dica dada pelo Laszlo Bock, que é o Diretor de RH da Google (ou como eles chamam por lá, Google’s People Chief). Ele disse, “don’t trust your guts”, algo como “não confie nos seus instintos”, a frase, colocada no contexto correto, significa que não devemos nos basear no “achômetro”, é preciso praticar e testar para saber se uma ideia vai dar certo, ou seja, ter experiência.

Educação no ar – parte 1

maio 14, 2015 § 1 comentário

Esse foi o nome da conferência focada em educação organizada pela Google, que aconteceu nos dias 08 e 09 de maio. Foram 2 dias de muito debate e compartilhamento de cases, envolvendo o tema educação. O nome da conferência, no original “Education on air”, faz mais sentido quando se sabe que ela aconteceu inteiramente online, o que não diminuiu em nada a intensidade dos trabalhos, apesar dos diferentes fusos horários envolvidos.

Me juntei à participantes e conferencistas de toda a parte do mundo, principalmente dos EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, Índia (os países de língua inglesa compareceram massivamente), mas também da Finlândia, Filipinas e México, dentre outros. No primeiro dia, as discussões tiveram um viés mais conceitual, em que foram debatidas teorias, métodos educacionais, papel da comunidade e governo e analisados casos. O segundo dia, apesar de igualmente interessante, foi mais voltado ao uso educacional das ferramentas do Google (como dizem os americanos, “não existe almoço grátis”). Pretendo compartilhar nesse e nos próximos 2 posts o que vi de mais interessante nas sessões que tomei parte.

1. Quais são as habilidades do futuro?

Esse foi o tema que tomou a maior parte do primeiro dia. Apesar de cada um ter sua própria opinião (principalmente os especialistas), duas delas foram bastante citadas e me chamaram a atenção pelas consequências envolvidas.

A primeira é a programação, ou usando o nome moderno, coding. Para falar a verdade, comecei a refletir na necessidade do coding como habilidade há 2 anos, em um curso que tomei parte no MIT (se chamava “learning creative learning”). O mote na ocasião, era de que o mundo estava se tornando cada vez mais digital e não entender de programação seria como saber ler, mas não escrever, ou seja, sua participação ficaria restrita, como ator passivo, apenas “consumindo” o que é criado por outros. Essa abordagem continua válida, mas acrescenta-se outra, que é a interdisciplinariedade que o coding permite.

Recentemente a Finlândia mudou o seu currículo educacional e a sua experiência vem sendo acompanhada com interesse pelo restante do mundo, por ser um caminho para o tipo de sistema educacional que se pensa adequado à realidade do século XXI. Em primeiro lugar, reduziram as disciplinas ensinadas e focaram na integração das disciplinas antigas em novas. Por exemplo, a de coding envolve matemática, geometria, biologia e robótica. Integrar mais as áreas de conhecimento pode ser a solução para a questão do tempo restrito que se tem para “ensinar” tudo que os currículos educacionais consideram importante.

A segunda habilidade foi a resolução de problemas. Se debateu muito sobre a necessidade dos sistemas educacionais formarem indivíduos que tenham realmente a capacidade de identificar uma necessidade ou problema e propor soluções para ele. A habilidade de resolução de problemas envolve outras como flexibilidade, capacidade de adaptação e de colaboração. Como bem colocado por um dos conferencistas, lord David Puttnam, produtor de filmes como “Carruagens de Fogo” e “A Missão”, “não vivemos mais em uma sociedade mediana”. Há 60, 50 anos era possível viver muito bem sendo um profissional mediano, hoje a norma é a excelência. São poucos os que conseguem alcançar a excelência por conta própria, por isso, para sermos excelentes de fato, temos que ser cada vez mais colaborativos e trabalhar em conjunto para que os resultados alcançados estejam dentro do “padrão excelência”.

Autoaprendizado – parte 4

maio 12, 2015 § Deixe um comentário

Para fechar esta série, vou abordar mais 5 dicas que misturam um pouco de cada ponto que vimos nos posts anteriores. No primeiro deles, minha intenção era mostrar as “bases” de um autoaprendizado (metas pessoais, autoconhecimento e autoquestionamento), no segundo, a importância da motivação pessoal no processo e no terceiro, a necessidade de se organizar para aprender.

16. Faça uma lista dos tópico a dominar

Fazer listas ajuda a manter o foco nos assuntos que realmente são importantes aprender, além de ser divertido “ticar” o que já foi visto. É importante incluir o que é realmente relevante, mas também o que é interessante para você (aprender tem que ser prazeroso).

17. Dê um uso prático ao que aprendeu

Todos nós valorizamos os conhecimentos úteis, mas muitas vezes é preciso fazer um esforço consciente para usá-los. Crie suas próprias oportunidades para aplicar o que aprendeu, você se surpreenderá com a sua habilidade executiva.

18. Valorize o seu progresso

No decorrer da vida, nunca deixamos de aprender e esta é uma das muitas razões pelas quais o autoaprendizado é tão interessante. Muito assuntos, tópicos, questões e problemas significam muitas oportunidades, estímulos e realizações. Por isso, não se esqueça de valorizar a sua evolução e se lembrar de que ela acontece no seu ritmo.

19. Mantenha suas metas realísticas

Nada é mais frustante em um processo de autoaprendizado do que criar, nós mesmos, metas irreais ou inalcançáveis naquele momento. Por isso, tente manter as “coisas” em perspectiva e defina metas que sejam realmente alcançáveis.

20. Construa sua rede de “colegas aprendizes”

Somos aprendizes colaborativos por natureza. Use esse “dom” natural a seu favor e faça parte de comunidades online ou presenciais, onde possa conversar e debater a respeito do que aprendeu. Esse tipo de relacionamento realmente dá suporte e apoio durante a sua “jornada” de aprendizado e ajuda a “iluminar” o seu caminho.

É importante ter em mente que o papel mais importante em um processo educacional é o do aprendiz. Todos os outros “atores” (professores, instituições, governos, colegas, etc) participam como estimuladores, definidores de parâmetros e dialogadores do processo, mas se não houver aquela “chama interna”, aquela vontade em quem está aprendendo, o ciclo não se fecha. Aprendizado é na verdade autoaprendizado e ter consciência do impacto do nosso próprio papel e atitude como aprendizes é vital para desenvolvermos o nosso pensamento crítico e reflexivo.

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