Trazendo o Facebook para a “sala de aula”
abril 9, 2015 § Deixe um comentário

Embora alguns estudantes possam ficar tentados a dar uma espiadinha no Facebook durante a aula, existe algumas razões para “incentivar” esse comportamento e usar a ferramenta para auxiliar o aprendizado. Vamos vê-las:
Updates mais rápidos. Alguns professores usam a ferramenta para compartilhar informações com pais e alunos a respeito de atividades em classe, testes, projetos, conteúdos, etc.
Criar um “centro de distribuição” de informação. Compartilhando links para fontes de consulta, é possível criar facilmente um local de acesso à informação que pode ser visto de qualquer lugar.
Apresentar informações externas. É possível criar tags para páginas do Facebook que tenham a ver com o conteúdo repassado, como por exemplo da biblioteca nacional ou do senado federal.
Orientar o uso responsável da mídia social. Uma pesquisa recente da Pew Research revelou que 93% dos adolecentes de 12-17 anos navegam online e que 73% deles usam o Facebook. Mas será que o usam sabiamente? Com o crescimento de casos de cyber bullying, sexting, xingamentos e compartilhamento de informações privadas, os estudantes se beneficiariam de dicas para usar uma mídia social de maneira apropriada. Utilizando a ferramenta em um ambiente estruturado, podem entender melhor como respeitar os demais e manter um “perfil social” mais saudável.
Para mais informações a respeito de como utilizar o Facebook para estimular o aprendizado, recomendo o texto 50 Reasons to Invite Facebook Into Your Classroom.
Dicas para facilitar o aprendizado via Twitter
abril 8, 2015 § Deixe um comentário

Hootsuite aplicativo (gratuito para uso pessoal) que permite que se crie e salve buscas de tweets, programe seus próprios tweets e crie listas.
Kissmetrics blog que sugere apps para ajudar o usuário a se organizar no Twitter e participar de grupos de discussão.
Sue Gorman, consultora educacional, explicou em uma palestra recente no ISTE (International Society for Technology in Education), que a melhor maneira para se começar a usar a ferramenta com um direcionamento educativo é seguir hashtags de assuntos que lhe interessem profissionalmente ou de que goste pessoalmente. À medida que a lista se expande, a pessoa começa a ter suas próprias fontes que podem ser usadas como recursos para estimular o aprendizado de outros.
Nanodegree
abril 6, 2015 § 1 comentário

Para quem nunca ouviu ou leu a palavra, nanodegree é uma espécie de diploma concedido pela indústria de desenvolvimento e programação de sistemas. O nome vêm da matemática, para quem não lembra, nano é um fator decimal bem pequeno, daqueles com muitos zeros à frente. Não é à toa, o nanodegree é um curso bem pequeno (de 6 a 9 meses) e é focado especificamente no conhecimento necessário para realizar projetos práticos.
É muito utilizado pelos profissionais que querem mudar de carreira e migrar para a área de desenvolvimento de sistemas. Geralmente os nanodegrees são patrocinados e desenvolvidos em parcerias com empresas de tecnologia e comunicação como o Google e AT&T. Um bom exemplo são os cursos oferecidos pela Udacity (vale apena olhar o case do estudante Ben Halperin).
O que me chamou a atenção nesses cursos foi a sua estratégia instrucional. São cursos não presenciais (flexíveis em horários, mas rigorosos no cumprimento das suas etapas), o que força o participante a demonstrar comprometimento, organização, iniciativa e determinação, além de serem adequados para pessoas que estão em outras carreiras (e horários de trabalho apertados). O foco em habilidades e conhecimentos específicos utilizados no mercado de trabalho ajuda a priorizar o conteúdo e o desenvolvimento do curso em projetos reais patrocinados por empresas não apenas mostra como é uma rotina profissional, mas transforma o participante em parte dessa rotina (é basicamente um desenvolvimento on the job).
As empresas se beneficiam, pois têm contato direto com possíveis contratados, os estudantes idem, porque aprendem fazendo e em menos tempo e a instituição também, porque pode implementar um curso chancelado por quem realmente importa, os estudantes e os seus futuros empregadores (afinal, para que serve um curso profissionalizante?).
O importante dessa história, na minha opinião, é que nenhum dos envolvidos está sentado esperando alguma legislação mágica resolver seus problemas educacionais e nem tem medo de testar outros caminhos para a educação, diferente dos já testados há décadas. Não é por nada que a indústria de tecnologia é a cara do século XXI e que realiza inovações que vem mudando o mundo nas últimas duas décadas.
8 tipos de imaginação
abril 2, 2015 § Deixe um comentário

Artigo publicado na Edudemic, listando os 8 tipos de imaginação que usamos no dia a dia:
http://www.edudemic.com/8-types-of-imagination/
Abaixo indico quais são e coloco uma pequena explicação de cada (mantive o nome no original e fiz uma tradução aproximada entre parêntesis):
- Effectuative Imagination (imaginação que gera um efeito ) combina informações para gerar novos conceitos e idéias.
- Intellectual Imagination (imaginação intelectual – ou implícita) é utilizada quando se considera e desenvolve hipóteses a partir de diferentes peças de informação.
- Imaginative Fantasy (imaginação fantasiosa) cria e desenvolve histórias, poemas, peças, quadros, etc. Está ligada à criatividade artística.
- Empathy Imagination (imaginação empática) ajuda a perceber emocionalmente o que os outros estão sentindo.
- Strategic Imagination (imaginação estratégica) está relacionada à capacidade de reconhecer e avaliar oportunidades, transformando-as em cenários mentais.
- Emotional Imagination (imaginação emocional) foca em criar cenários emocionais a partir da percepção e observação em relação às outras pessoas.
- Dreams (sonhos) são uma forma inconsciente de imaginação composta de imagens, ideias, emoções e sensações que ocorrem durante determinadas fases do sono.
- Memory Reconstruction (reconstrução da memória) é o processo de recuperação da nossa memória a respeito de pessoas, objetos e eventos (obs: há estudos que indicam que a memória não é fidedigna, ela “muda” com o tempo).
Integrando “Tweets” em uma apresentação ao vivo
abril 1, 2015 § Deixe um comentário
Basicamente é como os programas ao vivo na TV fazem, estimulando a participação e a interação de quem está assistindo.
O texto abaixo, da Edudemic, dá algumas dicas interessantes, como por exemplo, divulgar alguns tópicos relacionados para que os participantes reflitam um ou dois dias antes da apresentação ou estimular tweets com perguntas durante o evento. O powerpoint (universalmente usado para apresentações) possui um live web add-in que facilita o processo (quem quiser conhecer mais, pode clicar AQUI e ler um post sobre o assunto – cortesia da Social Media Today).
http://www.edudemic.com/how-to-integrate-live-tweets-into-your-presentations/
Instagram e educação
março 31, 2015 § Deixe um comentário

Um dos meus interesses pessoais ultimamente é a integração de redes sociais em estratégias educacionais. Tenho visto alguns exemplos inusitados, como o de uma professora de artes de Maryland, EUA. A professora em questão, Nicole Long, conta sua experiência com a ferramenta para reforçar o link entre o aprendizado e a vida real, destacando 4 benefícios.
Contato com figuras educacionais: o Instagram permite um contato mais vívido com escritores, artistas, fotógrafos e editores. Funciona como um aprendizado por exemplo para os alunos. Uma simples busca no Google (“escritores para seguir no Instagram”) já ajuda a direcionar a experiência.
Compartilhamento de fotos de anotações e trabalhos: pode-se começar compartilhando fotos com o “dever de casa”, anotações de aulas e trabalhos em grupo. Com o tempo, adiciona-se pedidos mais complexos como indicações de pesquisa. O Instagram é um método rápido e eficiente para estimular o estudo e a aplicação do aprendizado pelos alunos.
Publicação de fotos de trabalhos e elogios: a ferramenta pode ser usada ainda para compartilhar atividades, elogios e realizações como forma de incentivo.
Conexão com os alunos: segundo Nicole Long, este foi um dos resultados mais marcantes da sua experiência. Assim como muitas pessoas seguem celebridades, os estudantes seguem seus professores para ter um pequeno vislumbre a respeito do seu dia a dia, em tempo real. Quando se entrelaça o que eles fazem para se divertir com o que fazem na sala de aula, se perpetua a ideia de que aprender é divertido e de que a criatividade é parte integrante desse processo.
Brasil Vs Resto do Mundo
março 28, 2015 § Deixe um comentário

Lembro da minha época de colégio (e lá se vão algumas décadas) que o Brasil era considerado um país subdesenvolvido (ouvi isso centenas de vezes). Apesar de ainda nos faltar muito, me surpreendo sempre com comparativos com outros países.
O último que vi foi a respeito de PPP (purchasing power parity), algo como poder de paridade de compra, divulgado pela (pasmem) CIA no seu “The World Factbook”, que é um almanaque preparado para o uso do governo americano. Em comparação com países mais desenvolvidos (ricos, em outras palavras), um país subdesenvolvido, como por exemplo a Etiópia, tem um gap de 60 para 1 (algo como poder de compra de 1/60 em relação a um país desenvolvido). Um país em desenvolvimento médio, como a Nicarágua tem um gap de 15 para 1. O Brasil, considerado em desenvolvimento avançado (alguns especialistas mais otimistas nos consideram desenvolvidos já) possui um gap de 4 para 1. Isso quer dizer que o brasileiro tem um poder de compra relativo a 1/4 de um suíço, por exemplo.
Se resolvermos esses problemas de falta de caráter institucional que temos, de repente há chance.
Quem tiver interesse: https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/
A arte de perguntar
março 27, 2015 § Deixe um comentário
Interesante proposta da HBR, sugerindo que reaprendamos a arte de formular perguntas. Uma pesquisa da Universidade de Harvard levantou que 70-80% dos diálogos das crianças com outras pessoas é baseado em perguntas, enquanto cerca de 15-25% das interações dos próprios adultos envolvem perguntar ou questionar algo.
A razão é que durante nosso crescimento e até mesmo depois de adultos, as chances de recebermos maior reconhecimento ou recompensa se baseia em dar a “resposta correta”.
Bom, se há algo que aprendi nesses anos de estudo de metodologias e métodos educacionais é que em educação (como na vida) não há gabarito com a resposta certa. O que há são possibilidades e caminhos, daí a necessidade de se ter indicadores objetivos que permitam checarmos se o caminho escolhido está dando certo.
De qualquer forma, o argumento é que ao tentarmos “pular” diretamente para a resposta quando precisamos “fazer logo” algo (ou as suas variações corporativas “é para agora” ou “é para ontem”) e menosprezamos perguntar mais, o nosso processo de decisão se “empobrece”. Se “empobrece” porque ao perguntarmos mais e melhor, conseguimos ter uma perspectiva ampla da situação e chegamos a conclusões melhores. O resultado é que desta forma, é possível evitar um monte de retrabalho depois.
Harvard sugere 4 tipos de perguntas: “Clarificadora” (clarifying), “Exploratória” (adjoining), “Afuniladora (funneling) e “Elevadora” (elevating). Cada uma destinada a atingir um resultado específico. Vamos a elas:
Questões Clarificadoras: nos ajudam a entender melhor o que foi dito. Fazê-las auxilia a perceber o real motivo de algo ou a entender melhor o outro. São exemplos perguntas como “pode falar mais a respeito?” ou “por que você está falando isto?”. As pessoas geralmente não as fazem, porque temos a tendência de fazer suposições e completar as “partes faltantes” com o que achamos pessoalmente.
Questões Exploratórias: como o nome diz, são usadas para explorar aspectos relacionados à questão que são ignorados na conversa. As perguntas “como esse conceito se aplica em um contexto diferente?” e “quais são os usos que essa tecnologia pode ser aplicada?” são exemplos desta categoria. As perguntas exploratórias nos ajudam a ganhar um entendimento amplo a respeito de algo.
Questões Afuniladoras: nos ajudam a aprofundar algo. Esse tipo de pergunta é utilizada para entender a origem da questão, as raízes do problema. São exemplos perguntas como “por que esse passo foi incluído?” e “como essa análise foi feita?”.
Questões Elevadoras: nos ajudam a entender o todo (ou como se diz em inglês “see the bigger picture”). Mergulhar imediatamente em um problema dificulta enxergar o contexto global dele. Podemos perguntar algo como “dando um passo atrás, quais são os maiores problemas?” ou “será que estamos focando na questão certa?”. Esse tipo de questionamento nos ajuda a conectar melhor problemas específicos.
Que tal perguntar mais?

Parcerias
março 26, 2015 § Deixe um comentário
Um exemplo de como se pode melhorar o nível e aumentar o volume de geração de conhecimento no Brasil. Parcerias com universidades reconhecidamente top.
Uma dessas parcerias envolve o MIT, a FACEPE, a FAPESP e o CNPq para desenvolvimento de tecnologias baseadas em energia solar. Foi criado inclusive um fundo para financiar as pesquisas (o MIT-Brazil Seed Fund ).
Para os estudantes de inglês (e outros idiomas)
março 25, 2015 § Deixe um comentário
Compartilhado originalmente pela TLTalk (http://www.tltalk.com), que é uma plataforma colaborativa de idiomas em que o usuário se conecta a “nativos” do idioma que quiser e pratica a língua por meio de uma rede social. Para quem gosta, estão precisando de falantes do português para se emparceirar com praticantes do idioma.
