Tabela periodica

março 14, 2015 § Deixe um comentário

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A imagem acima mostra uma nova forma de visualização dos elementos da tabela periódica. Foram trabalhados por iniciativa de um professor de química da Inglaterra, Andy Brunning, em infográfico, levando em consideração elementos que ajudassem a compreensão pelos alunos.

Andy disponibilizou os arquivos para quem quiser, como forma de contribuir para o repasse da “matéria” e auxílio a professores do mundo todo.

Para quem se interessar, os arquivos completos das tabelas podem ser encontrados em:

Downloads

Curvas de aprendizagem

março 13, 2015 § Deixe um comentário

Um estudo recente feito em conjunto pela Universidade de Stanford e pela Lumosity (que é uma organização que estuda a cognição humana), reexaminou o conceito de curva de aprendizagem no contexto das tarefas cognitivas. Descobriram que os modelos tradicionais usados para visualizar o desenvolvimento do aprendizado como um processo “suave” e consistente para cima, podem ser inadequados para descrever a complexidade do processo.

O estudo mostrou que o processo de aprendizagem pode ser melhor representado por uma sequência de pedaços de curvas, com pontos de transição distintos uns dos outros. Isto mostra que o processo de aprendizado não é sequencial (subindo de nível a medida em que se entra em contato com o conhecimento) e sim composta de “trancos e barrancos” que geram transições que ajudam a levar quem aprende para o próximo nível de performance – pelo menos no contexto das tarefas cognitivas.

Quem se interessar, pode ter mais informações em: http://blog.lumosity.com/learning-curves/

O que motiva os estudantes?

março 13, 2015 § Deixe um comentário

Excelente tópico para discussão e o melhor é perguntar diretamente para eles. Foi o que fez a Edutopia para 220 de 13-14 anos. A resposta é bem parecida com o que adultos respondem. Cada vez mais pedagogia e andragogia se misturam. As respostas foram compiladas em 10 pontos:

  1. Trabalhar com os pares (outros alunos)
  2. Usar tecnologia
  3. Conectar o mundo real com o mundo deles (project-based learning)
  4. Professores que amam o que fazem
  5. Tirar da carteira (ou da sala de aula)
  6. Dar apoio visual
  7. Deixar escolher
  8. Entender os clientes (os estudantes)
  9. Misturar tudo (obs:é o que chamo de conexão do conhecimento)
  10. Ser humano (com bom humor, de preferência)

Para mais detalhes:

http://www.edutopia.org/blog/student-engagement-stories-heather-wolpert-gawron?utm_source=googleplus&utm_medium=post&utm_campaign=kids-speak-on-student-engagement-image

Para reflexão

março 12, 2015 § Deixe um comentário

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Traduzindo a frase do Alvin Toffler: “os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender”.

Eu apenas acrescentaria que aqueles que não entendem como a sua mente funciona, levam grande desvantagem na questão do aprender, desaprender e reaprender.

Protegendo a inovação

março 11, 2015 § Deixe um comentário

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Temos o costume de achar que para criarmos um ambiente inovador em nossos negócios, basta modificar o clima da empresa, incentivar os funcionários a tentarem algo novo, investir em processos flexíveis, etc.

O que descrevi acima é apenas parte do processo, a parte que cabe à organização.Temos a parte que cabe à cada indivíduo e à sociedade como um todo. A sociedade como um todo pode ser entendida como o macro ambiente onde a organização está inserida: a cidade, o estado, o país. O que conta nesse macro ambiente é a legislação. Ela também deve necessariamente incentivar a inovação e protegê-la.

Não é novidade que é difícil manter os direitos autorais e de patente nos mesmos moldes de antes (que diga a industria fonográfica), por isso a discussão é necessária. Nossas leis de propriedade industrial e direitos autorais datam da década de 1990, são relativamente novas em relação a similares estrangeiras. Mas, o mundo em que vivemos hoje é completamente diferente do de 20 anos atrás.

Essa introdução, é para comentar um artigo da HBR a respeito do “innovation act”, que é um projeto de lei que está sendo discutido no Congresso americano e que traz mudanças em relação à lei atual deles para facilitar a proteção de inovações. Creio que esse é um assunto que deveríamos pensar aqui também, principalmente em relação ao emaranhado burocrático que tolhe a inovação brasileira.

Vale a reflexão:

https://hbr.org/2015/03/why-congress-needs-to-pass-the-innovation-act-this-time

Testando o cérebro

março 10, 2015 § Deixe um comentário

Neurocientistas tem promovido diversas pesquisas via internet para entender como as diferentes partes do cérebro trabalham, de acordo com a idade do seu “dono”.

Um estudo publicado recentemente no “Psychological Science” trata do assunto. Um dos autores, Joshua Hartshorne, do MIT, diz que apesar de perdermos algumas habilidades cognitivas ao longo da vida, o cérebro tenta compensar essa perda utilizando outras áreas.

Quem se interessar, pode participar de algumas dessas pesquisas nos sites http://www.gameswithwords.org/ e http://testmybrain.org/

Project-based learning

março 9, 2015 § Deixe um comentário

O tema dessa edição do Spotlight da Education Week é o project-based learning, defendido pelo John Dewey lá pelos idos de 1902 e que ganhou força agora no século XXI, com a inclusão da internet e das redes sociais nos processos de aprendizado e de novas plataformas, como as baseadas no conceito de translearning (abordado em 2 posts antigos, disponibilizados nos links https://tibau.org/2011/05/28/translearning-parte-1/ e https://tibau.org/2011/06/05/translearning-parte-2/).

Para quem não está familiarizado ainda com o assunto, sugiro a leitura. Geralmente o Education Week pede um rápido cadastro para liberar os seus materiais.

http://www.edweek.org/ew/marketplace/products/spotlight-on-project-based-learning.html?cmp=SOC-EDIT-GOO&utm_content=bufferd25da&utm_medium=social&utm_source=plus.google.com&utm_campaign=buffer

Diferença entre líderes e seguidores

março 8, 2015 § Deixe um comentário

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Esse é sempre um tema palpitante. Embora o conceito de liderança tenha evoluído muito no último século (de uma característica inata de poucos escolhidos para uma que depende da situação para aflorar), ainda se dedica muito estudo para entendê-la. Um deles foi publicado recentemente pela HBR e mostra que a postura conta e muito. Para a surpresa dos pesquisadores, pessoas que estão mais confortáveis na posição de “seguidoras” tem menos disposição para pedir ajuda ou receber críticas, menos confortáveis em admitir suas fraquezas e menos abertas para aprender e melhorar.

O estudo conclui que líder de verdade está mais aberto à evolução. A diferença pode ser de postura. Vale a leitura.

https://hbr.org/2015/03/why-leaders-are-easier-to-coach-than-followers

Artigos Top 5

março 7, 2015 § Deixe um comentário

How To Measure Learning

Todos os anos são publicados milhares de estudos e pesquisas cujo tema é a educação. A maioria acaba “pegando poera” em alguma estante, poucos chegam ao conhecimento do grande público. A American Educational Research Association, uma organização quase centenária, publica todos os anos uma lista dos seus artigos mais lidos. É uma boa dica para se manter atualizado. O link abaixo indica o top 5.

http://www.npr.org/blogs/ed/2015/02/26/387471969/5-lessons-education-research-taught-us-in-2014

Entendendo o entendimento

março 6, 2015 § Deixe um comentário

Pesquisas a respeito da cognição indicam que o entendimento não é o precursor para a aplicação, análise, avaliação e criação e sim o resultado.  Douglas Thomas e John Seely Brown, no livro “A New Culture of Learning” enfatizam a ideia, concluindo que o aprendizado não é um único ato direto, tipo causa e efeito, e sim uma compilação de atividades e pensamento associativo. Por isso, entender algo não é pré-requisito para aprender algo e sim parte do processo.

O “problema” que esse “novo entendimento” traz para todos que trabalham de alguma forma com educação é: se o entendimento não é  necessário para a organização hierárquica de objetivos educacionais, como desde a década de 1950 a taxonomia de Bloom sugere, como mostrar a relevância de um conhecimento para quem deve recebê-lo? E se entender a relevância é essencial para estimular a motivação para aprender, dizer o objetivo do aprendizado e os resultados esperados bastam para gerar a confiança a priori?

São questões que vão movimentar o debate nos próximos anos.